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    Palestras 9ª Feira do Livro de Ribeirão Preto 2009
     


    53 - Thiago de Mello: Leitura e Poesia

    THIAGO DE MELLO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h - 28/06/2009

    Poeta, Escritor e Tradutor

    Livros “Silêncio e Palavras”

    “Estatutos do Homem” mais de 100 mil exemplares

    Leitura e Poesia

    RESUMO DA PALESTRA

    ·       Venho armado de amor para construção da humanidade.

    ·       A vida deve ser colocada a serviço da vida.

    ·       Estou vivendo as minhas memórias neste instante. Há anos, juntamente com Galeno Amorim, levamos a luz do livro à periferia de Ribeirão Preto.

    ·       Não basta, entretanto, só dar o livro para ser lido. É necessário que se crie uma aula de leitura, para crianças de 7 a 9 anos, ensinando-lhes a interpretar o texto e mostrando-lhes a utilidade desta prática em suas vidas.

    ·       Mandar ler e perguntar o que se leu é como ensinar a amar o texto.

    ·       Um grande poeta cubano disse: “Não te peço que creias, quero que leias”.

    ·       Quem lê não sabe mais, mas vale mais como pessoa.

    ·       Não padeço da doença da falsa modéstia.

    ·       Quem perde a ética fere a dignidade humana.

    ·       Arte não é só talento, mas também trabalho e estudo.

    ·       A vida é um campo de milagres.

    ·       Mocidade não é sinônimo de juventude – juventude é a esperança que quer saber o caminho que conduza à felicidade de todos.

    ·       A poesia pode não salvar o mundo, mas pode te salvar.

    ·       Muitos são contaminados pelo uso obsessivo dos pronomes EU e MEU, deixando serem levados pelo consumismo do TER sobre o SER.

    ·       Mesmo antes da crise, hoje grandes editores dirigem seus negócios como se fossem açougue. Dizem: “Não publicamos autores deficitários.” Não admitem correr o risco de perder dinheiro. Passaram medir o valor literário com a unidade monetária.

    ·       Entre o apocalipse e a utopia, prefiro ficar com a utopia.

    ·       Se pudesse voltar ao melhor lugar onde estive, preferiria o cântico do silêncio do mar, no monte de Valparaíso (Chile).

    ·       Quem completa o poema, como toda arte, é o próprio leitor. Cada pessoa sente o verso de uma maneira.

    ·       De uma coisa fui proibido: amar sem ter amor.

    ·       Para mim a poesia concreta é fétida, não a entendo.

    ·       Continuo preferindo o silêncio sonoro da floresta.

    ·       O poeta faz metáforas e a ciência não brinca.

     



    Escrito por José Wagner às 21h02
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    52 - Michel Laub e Arnaldo Bloch: Literatura e Mídia - Parte 2/2

    MICHEL LAUB e ARNALDO BLOCH

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15h - 28/06/2009

    Jornalistas e Escritores

    Michel Laub: Último livro “O Gato Diz Adeus”

    Arnaldo Bloch: Último livro “Os Irmãos Karamabloch”

    Literatura e Mídia – Parte 2/2

    RESUMO DA PALESTRA

    Laub

    ·       Hoje, através do blog, a palavra chega a todos.

    Bloch

    ·       Atualmente, se produz muito e se lê pouco. Se imprime muito, cerca de 15 mil títulos por ano.

    ·       Há autores malvistos, que vendem muito pouco, mas são publicados. Eles ficam a busca do seu espaço.

    ·       Paulo Coelho não é auto-ajuda, mas é uma literatura que agrada.

    Laub

    ·       O funil e filtro da produção literária eram privilégios dos os editores e da mídia.

    ·       A Companhia das Letras tem de 15 a 20 autores novos. A editora sabe que muitos livros não atingem a venda de 300 exemplares, mas os publica porque os considera importantes.

    ·       Conheço cerca de 50 a 60 autores novos, de minha idade. Antigamente era muito menos.

    ·       Quem seleciona os novos autores é o público, a Internet e a mídia. Através de comunidades no Orkut, há amigos que divulgam um livro que passa a ser vendido e aceito pelo mercado.

    Bloch

    ·       Trabalhando na Editora Bloch, o escritor Otto Lara Resende presenciava brigas quase fratricidas, quase físicas, entre os sócios, onde voavam telefones e outros objetos. Em analogia aos “Irmãos Karamazov”, de Dostoievski, Otto criou a expressão Irmãos Karamabloch.

    Laub

    ·       O jornalismo clássico caminha para a extinção *. Abandonará a função de dar notícias, para sobreviver de outra forma, empregando outro meio. A notícia sempre existirá, se em papel ou eletronicamente.
    (*)
    Nota do autor do blog: A tendência é o predomínio do jornalismo literário, onde o leitor passa a ser o decodificador da notícia.

    Bloch

    ·       Hoje se pode gravar em casa seu próprio CD, como também produzir seu jornal através de um blog.



    Escrito por José Wagner às 11h30
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    52 - Michel Laub e Arnaldo Bloch: Literatura e Mídia - Parte 1/2

    MICHEL LAUB e ARNALDO BLOCH

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15h - 28/06/2009

    Jornalistas e Escritores

    Michel Laub: Último livro “O Gato Diz Adeus”

    Arnaldo Bloch: Último livro “Os Irmãos Karamabloch”

    Literatura e Mídia – Parte 1/2

    RESUMO DA PALESTRA

    Laub

    ·       O livro que você escreve hoje é aquele que gostaria de ter lido ontem e não o encontrou.

    ·       Um texto deixado de lado por seis meses, ao ser relido, o autor faz o papel de editor, corrigindo-o.

    ·       Dizem que jornalistas quando fazem literatura formatam demais o texto*.
    (*)
    Interpretação do autor do blog: Formatar no sentido de dar características de literatura, que é diferente do estilo empregado no jornalismo clássico ou do novo também conhecido como jornalismo literário. Não se trata portando de formatação de texto de editores eletrônicos, como Word, etc.

    Bloch

    ·       O audiovisual tem preponderância sobre o que se lê. Até na Europa tem-se lido menos atualmente.

    ·        Como estamos indo, podemos acabar tendo mais autores que leitores**
    (**)
    Nota do autor do blog: Com a proliferação de blogs na Internet, poderemos chegar a um momento em que haverá mais gente falando do que ouvindo.

    ·       É difícil conseguir viver de literatura no Brasil, exceto Ruy Castro, Paulo Coelho e poucos outros mais.

    ·       Dez mil exemplares é uma grande venda no nosso país.

    ·       Segundo Fernando Pessoa, o verdadeiro livro é aquele que você coloca na gaveta e não o divide com ninguém.

    ·       A língua não é fascista. Ela lhe permite dizer o que queira.

    Laub

    ·       A partir de 1980, o mundo passou para o audiovisual. Em minha turma de escola, de sessenta alunos, apenas cinco liam literatura fora dos livros obrigatórios. Mas saíram dois diretores de cinema.

    ·       A palavra escrita sempre acompanhará a multimídia.

    ·        A literatura daqui uns 15 ou 20 anos deverá ser totalmente influenciada pela linguagem eletrônica***
    (***)
    Nota do autor do blog: O resumo das palestras da Feira do Livro, neste blog, apresenta a tendência da linguagem eletrônica, onde se passa a essência das idéias sem penduricalhos.

    ·       A Internet está sendo recuperada, mesmo sendo volúvel e recheada de gíria.

    Bloch

    ·       O conceito de evolução transmite a idéia do melhor.

    ·       Todo mundo escreve, mas nem tudo escrito é literatura, é apenas comunicação.

    Laub

    ·       As editoras, felizmente, estão sempre com inúmeros autores novos.

    Bloch

    ·       Entre meus colegas de escola, apenas 1% lê.

    ·       As comunicações e livros técnicos vão permanecer. A palavra escrita não morre.



    Escrito por José Wagner às 11h26
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    51 - Marcos Pontes: Ciência Aeroespacial

    MARCOS PONTES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h - 28/06/2009

    Astronauta

    Primeiro astronauta brasileiro - 2006

    Missão Centenário

    (Centenário do primeiro vôo tripulado - 1906 de Santos Dumont)

    Ciência Aeroespacial

    RESUMO DA PALESTRA

    ·        Minha mãe ensinou-me que quem estuda e trabalha atinge seus sonhos. Eu realizei meus sonhos.

    ·        O que os pais e os professores dizem marca as pessoas pelo resto da vida.

    ·        Lá em cima, no espaço, se sente que o cordão umbilical com a terra foi cortado. Diante da grandeza do nosso planeta, visto de longe, muitas coisas terrenas deixam de fazer sentido.

    ·        Ao se voltar do espaço, vê-se claramente que o importante são as pessoas e não as coisas.

    ·        Atualmente, minha função está focada na educação e pesquisa, apesar de poder fazer ainda muita coisa no campo espacial.

    ·        Infelizmente, escreveram muita bobagem sobre meu desligamento das atividades anteriores à minha viagem espacial.

    ·        A Missão Centenário custou ao governo brasileiro 10 milhões de dólares. Hoje, os projetos espaciais no Brasil, que iniciaram em 1997, têm uma verba de 100 milhões de dólares. Em termos relativos, o custo da Missão foi baixo para o nosso país.

    ·        Como vivemos num regime democrático, as críticas são permitidas, mas devemos verificar a fonte e os fatos.

    ·        Batalho para que nossas crianças aprendam a fazer e que não se limitem a sentar-se e criticar os trabalhos alheios.

    ·        Há muitos frutos da Missão Centenário, que estão sendo utilizados pelas Universidades de Santa Catarina, Rio, Campinas, São Carlos e outras no país.

    ·        A tecnologia usada para produzir alimentos no espaço está sendo empregada na terra, para benefício da população e geração de empregos.

    ·        O ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica –, de S. José dos Campos, forma também engenheiros na área de eletrônica, mecânica e outras especialidades correlatas. Há alunos civis e militares.

    ·        Atualmente, trabalho também com o Professor Sérgio Magalhães, como pesquisador avançado, em São Carlos/SP.

    ·       A Exobiologia é o estudo dos efeitos de ambientes extraterrestres em organismos vivos e do potencial da vida em outros planetas. Para detalhes veja www.nasa.gov

    ·       A equação de Drake (1961) mostra a probabilidade de vida inteligente extraterrena. Conhecemos, todavia, muito pouco do Universo, por isso ainda não podemos afirmar nada. Por exemplo: Todos aqui conhecem o Teatro Pedro II, no qual nos encontramos neste momento. Mas ninguém pode dizer se há ou não aqui um tipo X de formiga.

    ·       O Brasil está trabalhando nos pilares da pesquisa espacial: foguetes, satélites e plataformas de lançamento.

    ·       Pretendo voltar ao espaço, mas isto depende da Agencia Espacial Brasileira.

    ·       Para a medicina aeroespacial, o astronauta no espaço é o olho e as mãos dos cientistas. Por exemplo, o que se come é desconhecido, porém os exames revelam a alimentação ingerida.

    ·       A Missão Centenário reativou as pesquisas sobre microgravidade. Nosso corpo conta com a ação da gravidade para seu funcionamento.

    ·       Astronauta é uma função civil. Se o candidato é um militar ele deve deixar a carreira para evitar problemas com a hierarquia. Sou da reserva da Aeronáutica, como tenente-coronel.



    Escrito por José Wagner às 11h08
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