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     Juliana Sfair




    Palestras 9ª Feira do Livro de Ribeirão Preto 2009
     


    COMENTÁRIO: LAURENTINO GOMES - Livro Reportagem

    C O M E N T Á R I O S

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    32 – LAURENTINO GOMES

    Livro Reportagem

    3 - SILVINHA

    Li 1808 há dois meses e gostei muito, apesar de no começo ter tido medo de continuar, pois percebi que a "herança e a safadeza política", realmente, vêm de longe! E é triste! Gostei muito da maneira como o Laurentino narra a História, de uma forma muito acessível, fatos re-embasados em muitas pesquisas e investigações. Gostei também do seu ponto de vista em relação ao Laurentino. Parabéns! Silvinha 26/07/2009 15:43

    Resposta:

    POVO SEM HISTÓRIA NÃO TEM FUTURO

    Silvinha, sua resenha literária sobre “1808” anima os leitores a enfrentarem as 414 páginas deste livro que mostra uma parte importantíssima de nossa História. Um povo que desconhece sua própria história também não tem futuro. Laurentino está abrindo uma picada nesta selva para que nós, confortavelmente, possamos caminhar e conhecer suas riquezas. Atualmente, este autor trabalha num livro histórico que é “1822”, através do qual, imagino, poderemos sedimentar ainda mais nossos conhecimentos sobre a metamorfose sofrida pelo Brasil, devido à presença da Família Real. Valorizo muito o trabalho de Laurentino, pois como autor do livro “Padre Donizetti de Tambaú” – Editora Santuário, 400 páginas – conheço as dificuldades de mergulhar no oceano do tempo em busca de tesouros históricos. Obrigado pelo comentário.

    2 - MARIA REGINA FIUZA TEIXEIRA

    José Wagner, gostei muito da sua colocação do autor Laurentino. Ele realmente é fantástico. No momento estou lendo o livro dele 1808. A verdadeira história do nosso País. MARIA REGINA FIUZA TEIXEIRA 13/07/2009 14:02

    Resposta:

    REGINA & LAURENTINO GOMES

    Uma das vantagens do livro "1808" é o linguajar de jornalista, fugindo daquela forma de teses de doutorado, quando se aborda um tema histórico como a vinda da Família Real. Que aproveite e se delicie com o livro. Obrigado pelo comentário

    1 - ELIANA

    A história de nossas raízes teve um colorido todo especial com o livro 1808. Ainda não havia atentado de como é importante fazer um marketing de um livro. Não basta o "boca a boca". Tem que ter uma visibilidade proporcionada pelos vários veículos midiáticos. Eliana 11/07/2009 20:26

    Resposta:

    MARKETING DE UM LIVRO

    É isso mesmo Eliana. O Laurentino Gomes colocou a boca no trombone e abriu o jogo. Pouca gente tem a sinceridade dele. O Domingos Oliveira já disse que a Sinceridade escandaliza e é verdade!



    Escrito por José Wagner às 19h15
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    COMENTÁRIOS: SÉRGIO ROXO - Filosofia e Lógica

    C O M E N T Á R I O S

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    31 – SÉRGIO ROXO

    Filosofia e Lógica

    GILDA

    Surpreendente e simpático o Sergio Roxo. Uma boa substituição, embora teria sido interessante assistir uma palestra do Saulo Ramos. Você leu o livro de memórias dele? bjs,Gilda 10/07/2009 19:19

    Resposta

    Gilda, ainda não li o "Código da Vida" de Saulo Ramos. Pela crítica, é um livro muito bom, onde também são revelados "segredos" dos bastidores do governo. Esperava ter um exemplar autografado, mas o Saulo ficou acamado no dia de sua palestra. Obrigado pelo comentário.



    Escrito por José Wagner às 18h50
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    COMENTÁRIOS: OLIVIER ANQUIER - Panfificação

    C O M E N T Á R I O S

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    30 – OLIVIER ANQUIER

    Panificação

    3 - RENATA CORTEZ

    Olivier Anquier me surpreendeu. Rápido, divertido e inteligente. O bate-papo foi agradabilíssimo. Parabéns pelo blog! Recomendei a meus amigos. Um abraço! Renata Cortez 05/08/2009 10:01

    Resposta:

    CHEF EMPREENDOR

    Renata, pouco ou quase nada sabia sobre o Olivier. Apenas que era um chef francês, havia se casado com a simpática atriz Débora Bloch, percorria o país num fusca verde e tinha um programa de culinária na TV. Não o havia visto nem em seu programa da televisão. Foi uma agradável surpresa ver pessoalmente aquele cara boa-pinta, ensinando como empreender um negócio lucrativo e sem concorrentes, empregando um linguajar agradável e convincente com um singelo sotaque francófano.

    2 – MARIA REGINA FIUSA TEIXEIRA

    Parabéns José Wagner! O seu trabalho é de excelente qualidade. Gostei muito das suas observações. Realmente estou falando com um intelectual, não faltou nada. 13/07/2009 13:48

    Resposta:

    O Padeiro Olivier Anquier

    A figura carismática do Chef Olivier soube demonstrar que a persistência, em busca de uma meta, é o que leva ao sucesso. Obrigado, Regina, pelo comentário.

    1 – Juliana Sfair

    Estou encantada pela maneira que aproveitou a feira do livro. Parabéns pelas valiosas anotações e interesse. Aproveitando para dizer que postei um texto nono hoje, espero sua visita sempre muito BEM VINDA! http://julianasfair.zip.net 07/07/2009 12:50

    Resposta:

    Ainda há muita coisa

    Oi Juliana. Há muito material ainda que pretendo divulgar. Espero que este meu trabalho seja útil a alguém. Se o for para apenas uma pessoa já me darei por satisfeito.



    Escrito por José Wagner às 19h19
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    COMENTÁRIOS: KAROLINA KOTSCHO - Cinema

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    29 – KAROLINA KOTSCHO

    Cinema

    MYUNG

    Estou impressionada com sua determinação, às vezes 3 posts por dia. Acho que irei pedir ajuda para meu blog sobre as estrelas bgijinhos Myung 6/07/2009 08:51

    Resposta:

    Transpiração

    O cérebro não transpira. Por isso só se pode medir o seu trabalho pelo produto. O que apresento aqui tem uma única finalidade: levar às pessoas aquilo que de graça me foi passado. Se for útil apenas a um leitor, dar-me-ei por realizado. Quanto à ajuda, se for capaz, conte comigo. É ajudando que se é ajudado. Obrigado pelo comentário.



    Escrito por José Wagner às 19h01
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    COMENTÁRIOS: ERIC MITCHEL - O Jogo Narrativo nas Novelas de Hilda Hilst

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    24 – ERIC MITCHEL

    O Jogo Narrativo nas Novelas de Hilda Hilst

    JOÃO BATISTA GREGÓRIO

    Já te adicionei aos meus "favoritos" para apreciar com muita calma teus relatos. Perdi a 9ª Feira, mas na 10ª quero estar presente. Obrigado 30/07/2009 19:12

    Resposta:

    UNIVERSO DE IDÉIAS

    Espero que, paulatinamente, vá explorando este universo de idéias que procuro compartilhar com pessoas interessadas na cultura. É uma honra para meu blog ser adicionado à sua Lista de Favoritos. Obrigado, João, pelo comentário.



    Escrito por José Wagner às 19h13
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    COMENTÁRIOS: GUSTAVO ROJAS - Ano Internacional da Astronomia

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    18 - Gustavo Rojas

    Ano Internacional da Astronomia

    400 Anos de Descobertas

    02 - MYUNG

    Vou dar mais uma dica para iniciantes, leia o livro Da Terra às Galáxias, uma introdução a Astrofísica, de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. 04/07/2009 20:25

    Resposta:

    DICAS

    Obrigado pelas dicas. Em nome dos leitores, agradeço sua contribuição. Obrigado também por comentar o blog.

    01 -MYUNG

    Voce sabia que as Três Marias somente aparece no Brasil de novembro a junho. 03/07/2009 16:54

    Resposta:

    Pelo jeito, Myung é uma astrofísica e ninguém está sabendo. Seria ótimo que montasse um site para difundir informações sobre o Universo. Obrigado pela dica, assim vamos procurar as Três Marias no tempo certo.



    Escrito por José Wagner às 19h10
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    COMENTÁRIOS: JOÃO CARRASCOZA - O Cinema como Leitura do Mundo

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    16 - João Carrascoza

    O Cinema como Leitura de Mundo

    O1 – MARTHA

    Assisti "O Carteiro e o Poeta" dezenas de vezes. Este filme sempre me emocinou e me encantou: um carteiro aprendendo fazer poesia pra sua amada. E Parabéns pelo Blog: uma idéia pra lá de brilhante, que só enriquece nosso horizonte cultural. 03/07/2009 15:10

    Resposta:

    INCENTIVO

    Obrigado Martha pelo incentivo. A pluralidade de idéias é o encanto da cultura. E pluralidade é o que não faltou durante as palestras da Feira do Livro de Ribeirão Preto em 2009.

    02 – JULIANA SFAIR

    Você fez algumas anotações no Salão de Idéias da Martha Medeiros? Porque eu vi você fazendo uma pergunta á ela! 02/07/2009 13:02

    Resposta:

    REPRODUZIR PÉROLAS

    Obrigado, Juliana, pelo seu interesse em ver estas anotações. Acredito que, futuramente, esta será a linguagem da Internet, muito telegráfica, quando se disputará mais o TEMPO das pessoas do que seu DINHEIRO. Martha Medeiros está na fila, seguindo a ordem cronológica de apresentação, conforme a programação da Feira do Livro de Ribeirão Preto, 2009. Reconheço que é uma responsabilidade muito grande "tentar" reproduzir, resumidamente, as pérolas produzidas pelos palestrantes. Só não erram aqueles que nada fazem!



    Escrito por José Wagner às 09h41
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    COMENTÁRIOS: ADRIANA CALCANHOTTO - Experiência Literária

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    09 - Adriana Calcanhotto

    Experiência Literária

    ASTRID

    José Wagner, passei para ver seu blog! Parabéns pela iniciativa. E na próxima vez que "ouvir" Adriana Calcanhotto, mande um bj para ela...sou fã! Beijos pra vc!

    Resposta:

    Com imenso prazer darei o beijo na Adriana Calcanhotto. Outro pra você.



    Escrito por José Wagner às 09h37
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    COMENTÁRIOS: XICO SÁ: Jornalismo e Humor

    C O M E N T Á R I O S

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    08 - Xico Sá

    Jornalismo e Humor

    02 - RENATA CORTEZ

    Portunhol selvagem foi o melhor! Hahaha. 05/08/2009 10:04

    Resposta:

    PORTUÑOL SELVAGEM

    Renata, o Xico Sá é um intelectual inteligentemente irreverente e observador. Ele é criador de vários termos, inclusive o “jabutizado’, ou seja, o autor que recebeu o famoso Prêmio Jabuti. O brasileiro adotou, sem esforço, o portuñol como segunda língua. O “portuñol selvagem” do Xico Sá bem reflete a língua falada, pelos desconhecedores do idioma de Shakespeare, para se virarem no exterior. É um quadro selvagem presenciar um brasileiro, em altos brados em público, se dirigindo em portuñol a um estrangeiro estarrecido e desconhecedor da língua de Cervantes.

    01 - MYUNG

    Como prometido, trecho do Catecismo das Devoções do Xico Sá: “ De um Banho `Para Devolver a Mansidão dos Lares”:  Sentados sobre o chão da banheira, acalmamos lentamente nossos apocalipses e apagamos o fogo dos nossos mais escondidos infernos. Bjinho  03/07/2009 21:50

    Resposta:

    XICO SÁ

    O Xico Sá é fora de série. Diria que ele é de fato um sarro. Faz um humor que só ele sabe fazer, além da sátira naturalmente.

     



    Escrito por José Wagner às 09h35
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    COMENTÁRIOS: THALITA REBOUÇAS - Formação da Juventude

    C O M E N T Á R I O S

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    07 - Thalita Rebouças

    Formação da Juventude

    JOSÉ DE ASSIS CABRAL

    Os livros: "Fala Sério Pai" e "Fala Sério Mãe" têm o seu fundo de ensinamento, já o Programa do Lula: "Fala Somente Merda" tem somente merda como o próprio nome diz. José de Assis Cabral 25/07/2009 16:51

    Resposta:

    A LINGUA DO SEU PÚBLICO

    Os livros da Talita Rebouças, da série Fala Sério e outros como “Traição Entre Amigas”, conseguiram estilhaçar a redoma em que se fecha a juventude feminina. Fiquei admirado como a autora é idolatrada pelas teens e a facilidade com que ela maneja um auditório feminino. Talita consegue levar os ensinamentos às leitoras porque fala a sua língua e aborda suas neuras, nóias e perrengues. Em “Fala Sério, Pai” a autora teve que mergulhar um pouco no universo masculino, que é bem mais fechado. Brevemente a autora se tornará unissex, mas o que a tem consagrado é o publico jovem feminino. Difícil, José, comparar as diabruras intelectuais da Thalita com as bravatas lulianas. Vejo seus fins em posições antagônicas, a escritora quer conquistar os leitores e o Lula os eleitores. Mas uma coisa só pode haver em comum, cada um está tentando usar a língua do seu público. Obrigado pelo seu comentário.

     



    Escrito por José Wagner às 09h49
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    COMENTÁRIOS: CELSO ANTUNES - Educação

    C O M E N T Á R I O S

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    06 - Celso Antunes

    Educação

    02 - SUZANA

    Grande JW: gostei do resumo inda mais da idéia de “professauros” cheios de dor de cotovelo que levam as crianças a apenas digerir a educação e não a ter um pensamento crítico! Suzana 01/07/2009 12:30

    Resposta:

    Oi Su

    Espero que logo o magistério acorde para estes apelos feitos por gente de bom senso, caso contrário continuaremos neste marasmo cultural do povão. Aliás, o nosso povão é muito bom para uma coisa: eleger os políticos que estamos vendo atualmente.

    01 - DOROTEA

    José Wagner, brilhante sua idéia. Parabéns! Pode ter a certeza de que difundirei seu blog carinhosamente. Dorotea 01/07/2009 08:21

    Resposta:

    DIFUNDIR O BLOG

    Oi Dorotea. Obrigado pela força e pela ajuda na difusão do blog.



    Escrito por José Wagner às 09h45
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    COMENTÁRIOS: MILTON HATOUM - Literatura

    C O M E N T Á R I 0

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    04 - Milton Hatoum

    Literatura

    GILDA

    Sou uma apaixonada, de um livro só, do Hatoum. Seus personagens são obras literárias de intensa beleza. Ele é grande construtor, hábil narrador e, certamente, possui a linguagem do convencimento. Gilda 30/06/2009 16:46

    Resposta:

    ELE É ÓTIMO

    O Milton Hatoum é ótimo mesmo. Ele até foi o escolhido como intermediador do Chico Buarque, na Feira de Parati deste ano. Obrigado, Gilda, pelo comentário.



    Escrito por José Wagner às 09h43
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    COMENTÁRIOS: LUIZ FELIPE PONDÉ - Pós-modernidade e a Relação Amorosa

    C O M E N T Á R I O S

    03 - Luiz Felipe Pondé

    Pós-modernidade e a Relação Amorosa

    04 - JOÃO

    A propósito, não me identifiquei, abaixo. Seu Blog foi-me recomendado pela amiga Beth. Gostei. Abraços João Batista Gregório (jbgregor.blog.uol.com.br) 30/07/2009 18:56

    Resposta:

    COLETÂNEA DE PALESTRAS

    Regozijo-me ao saber que apreciou a coletânea de palestras, ministradas por vultos da intelectualidade. Visitarei seu blog. Obrigado, João, pelo comentário.

    03 - JOÃO

    Nada mais verdadeiro. Fui testemunha de vários "cases" onde o final de vida teve essa conclusão. O máximo da liberdade pode levar o indivíduo à solidão. |  30/07/2009 18:53

    Resposta:

    LIBERDADE & SOLIDÃO

    Observar comportamentos errôneos e tirar proveito para não remiti-los é uma arte que devemos desenvolver ao longo de nossa vida. A liberdade extrema, inicialmente, dá ao indivíduo a sensação de domínio do mundo, onde não se sente a necessidade do compromisso. Com o passar do tempo, a solidão se acerca, porque a alma humana requer vínculos.

    02 - JOÃO

    A esse ápice, nunca chegaremos. Mas, vale a pena sonhar. João 30/07/2009 18:50

    Resposta:

    PENSAMENTO E CONHECIMENTO HUMANO

    Os filósofos ainda não conseguiram chegar a um consenso no que concerne às questões fundamentais da vida. Por isso há correntes filosóficas ao longo da História, tanto na filosofia ocidental como na oriental. Sonharemos juntos, João, que um dia atingiremos o ápice do pensamento e do conhecimento humano. Aí sim, darão as mãos os filósofos, teólogos e cientistas e dançarão, juntos, a mesma música. Obrigado pelo comentário.

    01 – ZUZANA

    Imagine que o mesmo Lacan diz que a mulher é não-toda e que ela não existe. Taí algo que já leva a uma relação peculiar entre homens "reais" e a mulher. Suzana 01/07/2009 12:33

    Resposta:

    LACAN & Cia

    Oi Su. Somente você mesmo para navegar neste complexo oceano dos filósofos. O dia em que a filosofia tiver somente uma corrente, atingiremos o ápice do conhecimento humano.



    Escrito por José Wagner às 12h12
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    COMENTÁRIOS: LUIZ FERNANDO VALADARES BORGES - Cora Coralina

    C O M E N T Á R I O S

    01 - Luiz Fernando Valadares Borges: Cora Corali

    JOÃO

    Maravilhosa! Eu conheci essa mulher, de perto. Era a cara de minha avó Vitta. Abraços JB|  30/07/2009 18:45

    Resposta:

    CORA CORALINA

    João, você é um dos privilegiados que tiveram a oportunidade de conhecer essa musa da literatura brasileira. Vinda dos sertões do Goiás, Cora Coralina se projetou no cenário nacional, tornando-se uma estrela que brilhará, ao longo das gerações, através de seus escritos imortais. Obrigado pelo seu comentário.



    Escrito por José Wagner às 11h35
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    COMENTÁRIOS: FINALIDADE DO BLOG 06 a 10

    C O M E N T Á R I O S

    Finalidade do Blog – 06 a 10

    10 – EVANDRO RODRIGUES

    Interessante José Wagner, Tornei blogueiro há poucos dias e tenho tentado inspiração nas inúmeras páginas de blogs criadas a cada segundo no Brasil e no mundo. Parei-me diante de sua sapiência escutativa e narrativa e encontrei assento naquela plateia (agora sem acento). Um escritor como você não deve dispor de muito tempo, mas seria uma honra se pudesse colaborar comigo no meu incipiente e insipiente blog (www.blogdolivro.com). No mais, parabéns pela colaboração cultural. Evandro Rodrigues. 06/08/2009 19:36

    Resposta:

    ESCUTADOR E NARRADOR

    Evandro Rodrigues, acabo de visitar www.blogdolivro.com. Inovador e idealista, seu trabalho transborda amor à cultura e a preocupação com sua difusão. Nem jocosamente deve ser taxado de insipiente, pois em seu bojo germina a semente da sapiência. No que estiver ao meu alcance, coloco-me à sua disposição para colaborar. Como escutador e narrador das palestras da 9ª Feira do Livro de Ribeirão Preto, ofereço-lhe o blog HTTP://jw-azevedo.zip.net para nele garimpe à vontade, em busca de pepitas de ouro entre as pérolas que nos foram legadas pelos ilustres palestrantes, para que, eventualmente, possam adornar ainda mais seu blog. Obrigado pelo comentário.

    09 – GALENO AMORIM

    Meu Caro José Wagner, Muito bom o seu blog. É um registro impecável dos melhores momentos da 9a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Vou divulgá-lo entre os muitos amigos e admiradores da Feira que clamam por informações e registros dessa natureza - e feito com primor, talento e competência. Espero que você possa, nas próximas edições da Feira, continuar a prestar esse serviço inestimável aos 400 mil visitantes da Feira e a um tanto ainda maior que não pode ir até lá. Parabéns e um grande abraço! Galeno Amorim 03/08/2009 13:40

    Resposta:

    AGRADECIMENTO AO PATRONO DA FEIRA

    Galeno Amorim, sensibilizado por suas gentis palavras como Patrono da Feira do Livro deste ano, agradeço-o pelo incentivo para novas jornadas. Inicialmente, fui anotando as pérolas que, uma a uma, eram distribuídas ao seleto e privilegiado auditório, a fim de mantê-las numa arca de tesouro literário, para meu exclusivo gáudio. Ao término da 9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, deparei-me com mais de 100 páginas manuscritas. Pelo resto de minha existência, sentir-me-ia um egoísta se não compartilhasse com o próximo o tesouro amealhado. Ocorreu-me, então, a idéia de fazê-lo através da Internet, montando um blog. Pelos 68 comentários e mais de 1.400 visitas de internautas nos primeiros 30 dias, sinto que não foi em vão minha tentativa. Obrigado pelo comentário.

    08 – TELMA

    JW Ribeirão está de parabéns pelo evento e pelo nível dos convidados. Seus apontamentos, ou resumo, não li todos (lerei com calma), de nível literário-jornalístico. Muito bommmmm Abraços, Telma 01/08/2009 20:25

    Resposta:

    ALTO NÍVEL DOS CONVIDADOS

    Telma, de fato os convidados para a Feira do Livro de Ribeirão Preto são de alto nível, escolhidos pelos organizadores entre a elite da intelectualidade brasileira e das Américas. Do exterior, vieram representantes do Chile, Cuba e Estados Unidos. Aliás, fiquei satisfeito que meu livro, “Padre Donizetti de Tambaú” – Editora Santuário, 400 páginas – foi levado, pelo Prof. Dr. João Camilo, para os Estados Unidos a fim de integrar à Biblioteca de Língua Portuguesa, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara. Espero que encontre nos apontamentos tópicos que sejam de seu interesse, pois assim me sentirei recompensado. Obrigado pelo comentário.

    07  – ELIZBETH Acompanhei este blog praticamente do seu inicio, e pude observar que ele acontecia como uma poesia que gosto desde a adolescência, ela se chama operário em construção do Vinicius de Morais, e se inicia desta forma: “Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão. Como um pássaro sem asas Ele subia com as casas Que lhe brotavam da mão” .... Onde antes só havia chão, foi sendo construído, brotado de suas mãos e partilhado com suas pessoas queridas ... Hoje nos temos sua obra acabada, que realmente esta muito legal, literário e jornalístico, como disse uma amiga. Parabéns a você Wagner, engenheiro-escritor... Abcs Elizabeth 31/07/2009 17:46

    Resposta:

    CASAS PARA IDÉIAS, PENSAMENTOS E CONHECIMENTOS

    Elizabeth, sinto-me realizado com esta poética comparação com o operário de cujas mãos brotavam casas. Durante este período que fui postando uma a uma as palestras, acredito que nada mais fiz do que construir casas – casas estas para abrigar para sempre as idéias, pensamentos e conhecimentos que me foram ditos nos auditórios da 9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Obrigado pelo comentário.

    06  – JOÃO

    Wagner, continua com teu blog. Eu, particularmente achei um meio de comunicação que veio ao encontro de meus eternos anseios: ganas de comunicar-me com alguém através da escrita. Tenho conseguido sucesso e logo estarei publicando meu primeiro livro de contos/crônicas, graças ao Blog. João (jbgregor.blog.uol.com.br) Blogueiros | 30/07/2009 19:09

    Resposta:

    INCENTIVO PARA CONTINUAR

    Agradeço, João, pelo incentivo para continuar com o blog. Considero, todavia, a missão a que me propus já esteja cumprida. Disponibilizei aqui 53 palestras, cada qual com suas riquezas, muitas discutíveis naturalmente. Pretendo responder aos comentários que venham a surgir, o que me manterá presente no blog. Eventualmente, darei continuidade a algum assunto após essas palestras. Torço – talvez até mais que a torcida corinthiana – para que você publique em breve seu livro de contos/crônicas. Obrigado pelo comentário.



    Escrito por José Wagner às 20h24
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    COMENTÁRIOS: FINALIDADE DO BLOG 01 a 05

    C O M E N T Á R I O S

    Finalidade do Blog – 01 a 05

     

    05  – THAIS

    Incrível, no inicio achei que a referencia fosse de um palestrante, quando vi que todos foram citados!!! Belíssimo trabalho, posso imaginar o que foi “traduzir” suas anotações e fazer um registro tão detalhado. Gostei muito, todo dia dou uma olhada e descubro informações importantes e muitas curiosidades – valeu! Thais 28/07/2009 21:09

    Resposta:

    PROPALAR IDÉIAS PELA WEB

    Esteve presente na Feira do Livro de Ribeirão Preto – 2009 – uma plêiade de legítimos representantes da inteligência brasileira. Considerando que suas palavras não deveriam ecoar apenas no ambiente restrito do privilegiado auditório, tenho me esforçado no sentido de propalá-las através da web. Sua observação de que “todo dia dou uma olhada e descubro informações importantes e muitas curiosidades” vem de encontro justamente com o que pretendia, ou seja, levar às pessoas uma gama de pensamentos. Alguns até mesmo conflitantes, mas todos propiciando novos conhecimentos e levando o leitor a pensar. Obrigado, Thais, pelo seu comentário.

    04 – SÔNIA

    Não li nada a respeito do evento antes de entender o blog. Agradeço por isto. Sou de um tempo diferente onde os eventos eram selecionados por tipo de arte, digamos assim: jornalistas, escritores, poetas, cantores, compositores, artistas plásticos... Sua iniciativa é digna de aplausos. Parabéns! Sônia 28/07/2009 20:26

    Resposta:

    DEMOCRATIZAÇÃO DA CULTURA

    Sônia, você tem razão ao salientar a multiplicidade do mundo artístico reunido numa feira de livros. É, justamente, este o propósito da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Como os livros abrigam os diversos campos do pensamento e do conhecimento humano, esta feira procura também reunir os legítimos representantes de nossa intelectualidade, a fim de que a cultura seja democratizada. Obrigado pelo seu comentário.

    03  – BIGODE

    Excelente seu blog, parabéns!!!!!!!! Bigode 17/07/2009 08:01

    Resposta:

    DE GARATUJA A TEXTO

    Obrigado, Bigode, pela visita ao blog. Estamos fazendo o possível para passar as garatujas, feitas durante as palestras, para um texto inteligível.

    02 - LAETITIA

    Movida a cobrança, enfrentei um blog pela primeira vez. Eliana e eu somos irmãs na ignorância e roubei seu conselho a ela: enfrentar a onça sem pressa mas sem medo. Li seus trabalhos a respeito de pessoas da minha "intimidade": prof. Pascoale, Sérgio Mascarenhas, Calcanhoto e sua honestidade. Gente de diferentes áreas de quem você captou a essência. Adorei seu trabalho. Me dê um certo tempo: você vai despertando o meu interesse, seu feiticeiro das letras, que sempre me fascina. Beijos, Laetitia 16/07/2009 07:32

    Resposta:

    A mestra, com carinho

    Uma honra ter, compartilhando este blog, uma professora da USP, merecidamente aposentada e usufruindo das delicias de um mundo cultural, sem mais a obrigação de cuidar dos discípulos. Obrigado, mestra, pelo seu comentário.

    01 – ELIANA

    JW, Cumpriu bem seu objetivo. Deu para acompanhar perfeitamente, aquilo que seus ouvidos captaram com tanto interesse. Humildemente lhe confesso que nunca frequentei um blog.A informática é meio um bicho papão que só lentamente venho "tomando pé".E nada como um primo que conhece as "manhas"para me incentivar no novos conhecimentos. Abraços, Eliana 01/07/2009 13:48

    Resposta:

    INTERNET E OS BLOGS

    Eliana, o mundo da Internet é imenso, para conhecê-lo tem que se ir caminhando lentamente. Logo você estará um guru da Web. Os blogs abriram as portas para o grande público se comunicar, o que antes era um privilégio da turma da mídia. Por este motivo os jornalistas passaram a ser também bloguistas. E um fato interessante é que eles, os da imprensa, não gostam de ser contestados por email, pois se acostumaram a ser donos da verdade.

     



    Escrito por José Wagner às 20h14
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    53 - Thiago de Mello: Leitura e Poesia

    THIAGO DE MELLO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h - 28/06/2009

    Poeta, Escritor e Tradutor

    Livros “Silêncio e Palavras”

    “Estatutos do Homem” mais de 100 mil exemplares

    Leitura e Poesia

    RESUMO DA PALESTRA

    ·       Venho armado de amor para construção da humanidade.

    ·       A vida deve ser colocada a serviço da vida.

    ·       Estou vivendo as minhas memórias neste instante. Há anos, juntamente com Galeno Amorim, levamos a luz do livro à periferia de Ribeirão Preto.

    ·       Não basta, entretanto, só dar o livro para ser lido. É necessário que se crie uma aula de leitura, para crianças de 7 a 9 anos, ensinando-lhes a interpretar o texto e mostrando-lhes a utilidade desta prática em suas vidas.

    ·       Mandar ler e perguntar o que se leu é como ensinar a amar o texto.

    ·       Um grande poeta cubano disse: “Não te peço que creias, quero que leias”.

    ·       Quem lê não sabe mais, mas vale mais como pessoa.

    ·       Não padeço da doença da falsa modéstia.

    ·       Quem perde a ética fere a dignidade humana.

    ·       Arte não é só talento, mas também trabalho e estudo.

    ·       A vida é um campo de milagres.

    ·       Mocidade não é sinônimo de juventude – juventude é a esperança que quer saber o caminho que conduza à felicidade de todos.

    ·       A poesia pode não salvar o mundo, mas pode te salvar.

    ·       Muitos são contaminados pelo uso obsessivo dos pronomes EU e MEU, deixando serem levados pelo consumismo do TER sobre o SER.

    ·       Mesmo antes da crise, hoje grandes editores dirigem seus negócios como se fossem açougue. Dizem: “Não publicamos autores deficitários.” Não admitem correr o risco de perder dinheiro. Passaram medir o valor literário com a unidade monetária.

    ·       Entre o apocalipse e a utopia, prefiro ficar com a utopia.

    ·       Se pudesse voltar ao melhor lugar onde estive, preferiria o cântico do silêncio do mar, no monte de Valparaíso (Chile).

    ·       Quem completa o poema, como toda arte, é o próprio leitor. Cada pessoa sente o verso de uma maneira.

    ·       De uma coisa fui proibido: amar sem ter amor.

    ·       Para mim a poesia concreta é fétida, não a entendo.

    ·       Continuo preferindo o silêncio sonoro da floresta.

    ·       O poeta faz metáforas e a ciência não brinca.

     



    Escrito por José Wagner às 21h02
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    52 - Michel Laub e Arnaldo Bloch: Literatura e Mídia - Parte 2/2

    MICHEL LAUB e ARNALDO BLOCH

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15h - 28/06/2009

    Jornalistas e Escritores

    Michel Laub: Último livro “O Gato Diz Adeus”

    Arnaldo Bloch: Último livro “Os Irmãos Karamabloch”

    Literatura e Mídia – Parte 2/2

    RESUMO DA PALESTRA

    Laub

    ·       Hoje, através do blog, a palavra chega a todos.

    Bloch

    ·       Atualmente, se produz muito e se lê pouco. Se imprime muito, cerca de 15 mil títulos por ano.

    ·       Há autores malvistos, que vendem muito pouco, mas são publicados. Eles ficam a busca do seu espaço.

    ·       Paulo Coelho não é auto-ajuda, mas é uma literatura que agrada.

    Laub

    ·       O funil e filtro da produção literária eram privilégios dos os editores e da mídia.

    ·       A Companhia das Letras tem de 15 a 20 autores novos. A editora sabe que muitos livros não atingem a venda de 300 exemplares, mas os publica porque os considera importantes.

    ·       Conheço cerca de 50 a 60 autores novos, de minha idade. Antigamente era muito menos.

    ·       Quem seleciona os novos autores é o público, a Internet e a mídia. Através de comunidades no Orkut, há amigos que divulgam um livro que passa a ser vendido e aceito pelo mercado.

    Bloch

    ·       Trabalhando na Editora Bloch, o escritor Otto Lara Resende presenciava brigas quase fratricidas, quase físicas, entre os sócios, onde voavam telefones e outros objetos. Em analogia aos “Irmãos Karamazov”, de Dostoievski, Otto criou a expressão Irmãos Karamabloch.

    Laub

    ·       O jornalismo clássico caminha para a extinção *. Abandonará a função de dar notícias, para sobreviver de outra forma, empregando outro meio. A notícia sempre existirá, se em papel ou eletronicamente.
    (*)
    Nota do autor do blog: A tendência é o predomínio do jornalismo literário, onde o leitor passa a ser o decodificador da notícia.

    Bloch

    ·       Hoje se pode gravar em casa seu próprio CD, como também produzir seu jornal através de um blog.



    Escrito por José Wagner às 11h30
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    52 - Michel Laub e Arnaldo Bloch: Literatura e Mídia - Parte 1/2

    MICHEL LAUB e ARNALDO BLOCH

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15h - 28/06/2009

    Jornalistas e Escritores

    Michel Laub: Último livro “O Gato Diz Adeus”

    Arnaldo Bloch: Último livro “Os Irmãos Karamabloch”

    Literatura e Mídia – Parte 1/2

    RESUMO DA PALESTRA

    Laub

    ·       O livro que você escreve hoje é aquele que gostaria de ter lido ontem e não o encontrou.

    ·       Um texto deixado de lado por seis meses, ao ser relido, o autor faz o papel de editor, corrigindo-o.

    ·       Dizem que jornalistas quando fazem literatura formatam demais o texto*.
    (*)
    Interpretação do autor do blog: Formatar no sentido de dar características de literatura, que é diferente do estilo empregado no jornalismo clássico ou do novo também conhecido como jornalismo literário. Não se trata portando de formatação de texto de editores eletrônicos, como Word, etc.

    Bloch

    ·       O audiovisual tem preponderância sobre o que se lê. Até na Europa tem-se lido menos atualmente.

    ·        Como estamos indo, podemos acabar tendo mais autores que leitores**
    (**)
    Nota do autor do blog: Com a proliferação de blogs na Internet, poderemos chegar a um momento em que haverá mais gente falando do que ouvindo.

    ·       É difícil conseguir viver de literatura no Brasil, exceto Ruy Castro, Paulo Coelho e poucos outros mais.

    ·       Dez mil exemplares é uma grande venda no nosso país.

    ·       Segundo Fernando Pessoa, o verdadeiro livro é aquele que você coloca na gaveta e não o divide com ninguém.

    ·       A língua não é fascista. Ela lhe permite dizer o que queira.

    Laub

    ·       A partir de 1980, o mundo passou para o audiovisual. Em minha turma de escola, de sessenta alunos, apenas cinco liam literatura fora dos livros obrigatórios. Mas saíram dois diretores de cinema.

    ·       A palavra escrita sempre acompanhará a multimídia.

    ·        A literatura daqui uns 15 ou 20 anos deverá ser totalmente influenciada pela linguagem eletrônica***
    (***)
    Nota do autor do blog: O resumo das palestras da Feira do Livro, neste blog, apresenta a tendência da linguagem eletrônica, onde se passa a essência das idéias sem penduricalhos.

    ·       A Internet está sendo recuperada, mesmo sendo volúvel e recheada de gíria.

    Bloch

    ·       O conceito de evolução transmite a idéia do melhor.

    ·       Todo mundo escreve, mas nem tudo escrito é literatura, é apenas comunicação.

    Laub

    ·       As editoras, felizmente, estão sempre com inúmeros autores novos.

    Bloch

    ·       Entre meus colegas de escola, apenas 1% lê.

    ·       As comunicações e livros técnicos vão permanecer. A palavra escrita não morre.



    Escrito por José Wagner às 11h26
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    51 - Marcos Pontes: Ciência Aeroespacial

    MARCOS PONTES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h - 28/06/2009

    Astronauta

    Primeiro astronauta brasileiro - 2006

    Missão Centenário

    (Centenário do primeiro vôo tripulado - 1906 de Santos Dumont)

    Ciência Aeroespacial

    RESUMO DA PALESTRA

    ·        Minha mãe ensinou-me que quem estuda e trabalha atinge seus sonhos. Eu realizei meus sonhos.

    ·        O que os pais e os professores dizem marca as pessoas pelo resto da vida.

    ·        Lá em cima, no espaço, se sente que o cordão umbilical com a terra foi cortado. Diante da grandeza do nosso planeta, visto de longe, muitas coisas terrenas deixam de fazer sentido.

    ·        Ao se voltar do espaço, vê-se claramente que o importante são as pessoas e não as coisas.

    ·        Atualmente, minha função está focada na educação e pesquisa, apesar de poder fazer ainda muita coisa no campo espacial.

    ·        Infelizmente, escreveram muita bobagem sobre meu desligamento das atividades anteriores à minha viagem espacial.

    ·        A Missão Centenário custou ao governo brasileiro 10 milhões de dólares. Hoje, os projetos espaciais no Brasil, que iniciaram em 1997, têm uma verba de 100 milhões de dólares. Em termos relativos, o custo da Missão foi baixo para o nosso país.

    ·        Como vivemos num regime democrático, as críticas são permitidas, mas devemos verificar a fonte e os fatos.

    ·        Batalho para que nossas crianças aprendam a fazer e que não se limitem a sentar-se e criticar os trabalhos alheios.

    ·        Há muitos frutos da Missão Centenário, que estão sendo utilizados pelas Universidades de Santa Catarina, Rio, Campinas, São Carlos e outras no país.

    ·        A tecnologia usada para produzir alimentos no espaço está sendo empregada na terra, para benefício da população e geração de empregos.

    ·        O ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica –, de S. José dos Campos, forma também engenheiros na área de eletrônica, mecânica e outras especialidades correlatas. Há alunos civis e militares.

    ·        Atualmente, trabalho também com o Professor Sérgio Magalhães, como pesquisador avançado, em São Carlos/SP.

    ·       A Exobiologia é o estudo dos efeitos de ambientes extraterrestres em organismos vivos e do potencial da vida em outros planetas. Para detalhes veja www.nasa.gov

    ·       A equação de Drake (1961) mostra a probabilidade de vida inteligente extraterrena. Conhecemos, todavia, muito pouco do Universo, por isso ainda não podemos afirmar nada. Por exemplo: Todos aqui conhecem o Teatro Pedro II, no qual nos encontramos neste momento. Mas ninguém pode dizer se há ou não aqui um tipo X de formiga.

    ·       O Brasil está trabalhando nos pilares da pesquisa espacial: foguetes, satélites e plataformas de lançamento.

    ·       Pretendo voltar ao espaço, mas isto depende da Agencia Espacial Brasileira.

    ·       Para a medicina aeroespacial, o astronauta no espaço é o olho e as mãos dos cientistas. Por exemplo, o que se come é desconhecido, porém os exames revelam a alimentação ingerida.

    ·       A Missão Centenário reativou as pesquisas sobre microgravidade. Nosso corpo conta com a ação da gravidade para seu funcionamento.

    ·       Astronauta é uma função civil. Se o candidato é um militar ele deve deixar a carreira para evitar problemas com a hierarquia. Sou da reserva da Aeronáutica, como tenente-coronel.



    Escrito por José Wagner às 11h08
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    50 - José Hamilton Ribeiro: Jornalismo

    JOSÉ HAMILTON RIBEIRO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13h - 28/06/2009

    Jornalista, Escritor e Apresentador de TV

    Prêmios Esso, Embratel e Internacional M. M. Cabot

    15 livros originados de reportagem

    Jornalismo

    RESUMO DA PALESTRA

    ·       Recebi 7 prêmios Esso de Jornalismo. Sete são os pecados capitais, o filme “A montanha dos Sete Abutres” e sete pragas do Egito. Por isto escolhi o número sete.

    ·       Segundo pesquisa, de um amigo livreiro, apenas 10% dos livros são bons. Não perca seu tempo lendo livro ruim.

    ·       Não li nem a Bíblia inteira. Fugi da lista dos best-sellers. A única crítica verdadeira de um livro é o tempo.

    ·       As músicas antigas que ficaram passaram pela crítica do tempo.

    ·       Em meu livro “Musica Caipira”, selecionei as letras e os dois parceiros José Maria Campos e Junior Borges, as músicas. Elegemos as 270 melhores. Pode ter ficado de fora alguma boa, mas garanto que não entrou bagulho.

    ·       Meu livro “Pantanal, Amor-Paguá” já está na 23ª edição. “O Gosto da Guerra” foi elogiado tanto pelo Estadão como a Folha; acho difícil os dois errarem juntos.

    ·       Dos meus 15 livros nenhum foi sucesso, apenas um entrou na lista dos best-sellers. O Laurentino Gomes escreveu apenas um e ganhou 10 milhões de Reais.

    ·       O título de um livro é fundamental, tem que ser apelativo. Tudo que escrevi foi a pedido do editor.

    ·       A pessoa escreve por dois motivos. Por interesse, como o pessoal de universidade que necessita publicar para ser promovido e o escritor profissional para viver. Por vaidade, também muita gente escreve.

    ·       Eu escrevo por vaidade e curtição. O livro deve conter história e registro. Quero que o meu leitor tenha um ganho, aprenda mais.

    ·       Escrevendo por curtição, os poetas são melhores que os profetas.

    ·       A vida de qualquer pessoa dá um romance. De uns, cuja vida é ruim, dá um romance ruim.

    ·       O livro é um espetáculo, não há, todavia, coisa mais sensacional que o ser humano.

    ·       Um caboclo contador de história, Herculano, me contou: “Olha, Zé Hamilton, você tá vendo minha mulher. Mas não se iluda. Ela é muito alegre, extrovertida, mas é muito séria. Isso é normal, é da criação do mundo. Quando Deus moldou Adão, botou um balde de juízo do lado e, ao terminar, jogou na cabeça dele. Aí o Adão saiu por aí e foi comer suas goiabinhas. Depois, Deus foi fazer a mulher e já exagerou nas curvas. Mas quando ele achou que a mulher estava pronta, ela acordou, viu que estava nua e saiu correndo. Mas Deus ainda conseguiu jogar um pouquinho de juízo nela. Só que pegou na cintura. Então, da cintura para baixo a mulher administra muito bem".

    ·       Outro caboclo mineiro, o Zé Belico, contou que galo capão pra cuidar de pintinho tem que ser capado logo no primeiro canto. Conhecendo galinha antes, ele não resiste, morre de paixão ao ser castrado. Eu fiquei admirado dele, com noventa anos, ter um filho de 8 anos. Zé Belico, sorrindo, respondeu que “aqui só capamos galo”.

    ·       Com 41 anos, cobrindo a Guerra do Vietnã, fiz uma reportagem com 12 páginas na revista Realidade. Num acidente com uma mina, tive que amputar uma perna.

    ·       No hospital, depois de 4 dias da amputação, fiquei com uma ereção permanente. Isto me deixava constrangido diante das atenciosas enfermeiras. Relatei ao médico que me operou, cirurgião americano, o que estava se passando. Rindo, me explicou que meu cérebro ainda não havia se habituado ao membro amputado, fazendo circular a mesma quantidade de sangue anterior, o que provocava a ereção. Conformado, eu lhe pedi então que me desse seu endereço, nos Estados Unidos, porque dentro de uns 30 ou 40 anos eu voltaria para amputar a outra (risos).

    ·       Em 1975, devido à censura da Ditadura Militar, repórter não tinha o que fazer em São Paulo. Vim então para Ribeirão Preto, para modernizar um jornal com a introdução do offset e o computador. Começaram os boatos, uns achavam que eu era um agente da CIA, outros que eu devia estar fazendo subversão. Depois ficou claro, através do Rotary, que eu viera devido à participação financeira no aumento da circulação do jornal.

    ·       Fiz o curso de jornalismo na Cásper Líbero.

    ·       A revista Realidade surgiu em um momento especial no Brasil, em 1966. O sucesso da Realidade é não ter feito autocensura quando os outros a praticavam.

    ·       No Brasil tudo é retardado, custa para surgir. O que acontece aqui, já aconteceu há muitos anos lá fora.

    ·       Uma das funções da mídia é anunciar e depois celebrar o fato.

     



    Escrito por José Wagner às 11h17
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    49 - Marcelo Rubens Paiva: Literatura e Escritor

    MARCELO RUBENS PAIVA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19h - 27/06/2009

    Escritor, Teatrólogo e Cronista

    Prêmios Shell (ator), Jabuti e Moinho Santista

    Autor de “Feliz Ano Velho”

    Literatura e o Escritor

    ·        Não imaginava escrever para jovem, sendo jovem e com meus conflitos.

    ·        Eu era mau aluno de português, sendo, todavia, minha mãe professora de letras e meu pai, além de editor de jornal e engenheiro, amigo de conhecidos intelectuais como Antonio Calado, Darcy Ribeiro, Paulo Francis e outros.

    ·       Além do incentivo de minha escola, através da leitura de clássicos como Dostoievski, o ambiente cultural doméstico me propiciou intimidade com a literatura.

    ·       Cursava agronomia na Unicamp quando sofri um grave acidente.

    ·       Como terapia, comecei a fazer datilografia, digitando contos e artigos para jornal.

    ·       Resolvi escrever sobre a geração “coca-cola”, que não tinha oportunidades, a convite da maior editora da época. Usava linguagem coloquial, que os críticos vieram a dizer que se tratava de subliteratura.

    ·       Paraplégico, passei a fazer Comunicações na USP. Aos 23 anos de idade fui premiado.

    ·       A obra é, para mim, mais importante que o autor.

    ·       Sentindo dificuldade para escrever, fiz o mestrado em literatura.

    ·       Lutando, as coisas acontecem. Os cadeirantes têm conseguido vitórias, solicitando providências aos poderes públicos.

    ·       As aspirações dos homens são sempre as mesmas. Por isto, não vejo mudanças nas exigências dos jovens.

    ·       Meu estilo é próximo do cinema, por isso sou procurado pelos produtores.

    ·       A minha separação, após um casamento de 9 anos, levou-me a repensar. Meus livros passaram a discutir relacionamento, sexo, ódio.

    ·       Fiz o roteiro de meu livro “A Segunda Vez Que Te Conheci”.

    ·       Escrever para teatro é completamente diferente de literatura.

    ·       Jornalismo se aprende em uma semana: pauta, prazo, ética, tamanho, etc. O diploma não importa, mas sim o conhecimento que a faculdade propicia.

    ·       O curso de jornalismo da USP está fracassado por falta de professores que tenham vivência profissional. Está dominado por acadêmicos. No curso da Casper Líbero há jornalistas dando aula.

    ·       O hip hop mostrou-se acomodado, ineficaz. Eu me identifico com o punk porque cobra atitude.

    ·       Machado, Guimarães, Lima Barreto, Dostoievski, Marcelo Mirisola são escritores que admiro. Leio pouco atualmente. Não li Paulo Freire, Senhores dos Anéis e Harry Potter.

    ·       Uma intervenção do auditório: O poeta Thiago de Melo lhe pergunta se o poema não o instiga. Responde: A poesia é mais desafiante, é o resumo de todos os gêneros. Tenho medo de fazê-la, mas idolatro-a.

     



    Escrito por José Wagner às 20h43
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    48 - Guilherme Fiuza: Livro e Jornalismo

    GUILHERME FIUZA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15h - 27/06/2009

    Jornalista e Escritor

    Autor de “Meu Nome Não é Johnny”

    Livro e Jornalismo

    ·       O personagem de “Meu Nome Não é Johnny” é o João Guilherme Estrela. Quando entrei em contato com ele, no sentido de escrever a sua história, concordou. Não me revelou que, apesar de preso várias vezes, circulava, como equilibrado, na noite do Baixo Leblon.

    ·       Eu procurei abordar não o seu crime, mas o cara João Estrela. Para isto fui ajudado por um Delegado da Polícia Federal.

    ·       Outro livro meu, “Amazônia, 20º Andar” é a história de uma mulher que, deixando o conforto do Rio, vai para a Amazônia e encontra uma dura realidade.

    ·       Entrei para o jornalismo graças a um amigo, que ligou para o Zuenir Ventura. Fiquei na redação do Jornal do Brasil por uns tempos como estagiário. Inicialmente, só via o Zuenir de longe, que me cumprimentava, sempre alegre, “Olá Gui”, do outro lado da sala. Mas não tinha contato com ele.

    ·       Depois de certo tempo, me encarregaram de fazer resenha literária. O JB recebia, diariamente, uns 4 ou 5 livros por dia para serem divulgados. Escrevia umas 4 linhas de cada no caderno de domingo.

    ·       Os dois primeiros livros do Paulo Coelho, “Diário de um Mago” e “Alquimista” foram, no início, um fracasso. Certo dia, o Zuenir me chamou e disse que havia recebido um bilhete do Paulo, pedindo que desse uma força para estes seus dois livros no JB. Escrevi dez linhas a respeito.

    ·       Não digo que, em 1987, fui eu um dos responsáveis pelo êxito dos livros de Paulo Coelho. Tem gente que fala que sim.

    ·       Quando os repórteres chegavam com as matérias prontas, o editor, muitas vezes, dizia que a matéria não era boa, mas o Fiuza salvaria o texto. Na realidade eu não gostava dessa situação constrangedora.

    ·       Depois de repórter, passei a editor do JB, isto é, no jargão de jornalismo, fui para a cozinha. O editor é que garante a qualidade e reescreve os textos dos repórteres.

    ·       “Cidade Partida”, de Zuenir Ventura, sobre a violência no Rio, despertou em mim a vontade de escrever também um livro. O manejo da linguagem do livro, que é elaborada, é diferente da que se faz no jornalismo.

    ·       Parti, então, para a história do João Guilherme Estrela, em 2001. Precisava olhá-lo, não poderia escrever à revelia. Liguei para ele, achou legal minha idéia e topou falarmos frente a frente.

    ·       Após sua concordância, de início fiquei receoso, com medo de o cara recuar e ser mais esta uma de suas loucuras.

    ·       Fui à Editora Record e apresentei meu plano, que foi aceito. Firmamos um contrato para que eu escrevesse sobre o João Estrela.

    ·       Uma intervenção do auditório: Perguntei-lhe se havia conseguido o contrato com a editora, antes de ter escrito o livro, por ser ele um bom vendedor de seu peixe ou teria ele algum relacionamento. Fiuza respondeu que havia, na editora, uma pessoa que o conhecia, desde a faculdade, o que facilitou a negociação.

    ·       Já foram vendidos 35 mil exemplares de “Meu Nome Não é Johnny”, sendo 25 mil após o lançamento do filme.

    ·       Foi difícil abordar, com o João, se o cara não retornaria ao tráfico. Tranquilizou-me um pouco sua resposta: “Não vou voltar a fazer merda”.

    ·       Com o lançamento do livro, seis produtores de cinema me ligaram. Todos afirmavam: “Tem um puta filme no seu livro”. Finalmente, optei por Mariza Leão, que tinha o mesmo olhar que eu e outros thrillers.

    ·       Inserir 366 páginas em 2 horas! Sofremos com o roteiro, porque o livro já era em si um roteiro. No cinema, a narração deve se transformar em ação.

    ·       Tomei “porradas” no sentido que me acusavam de levar, em “Meu Nome Não é Johnny”, uma mensagem negativa à sociedade. Mas, na realidade, o personagem se “fodeu”. Atualmente, João faz palestras alertando os perigos da droga.



    Escrito por José Wagner às 11h38
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    47 - Marcelo Mirisola: Escritor e a Literatura

    MARCELO MIRISOLA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13h - 27/06/2009

    Escritor

    Da nova geração de autores com 10 livros publicados

    Escritor e a Literatura

    ·       Quando ainda criança, com 3 anos, já olhava para o ursinho do talco Pompom e protestava contra a sua figura. O escritor é aquele que protesta. Mato um ursinho Pompom por dia, para me vingar, pois ele foi o responsável por tornar-me um escritor.

    ·       Fui influenciado por Martha Senger e também por Machado de Assis, principalmente em Memórias Póstumas de Brás Cubas, quando ele açoita o menino.

    ·       Eu me identifico com autores que escrevem na 1ª pessoa, porque também sempre a emprego em meus livros.

    ·       Não acredito nas coisas que escrevo, pois vou além demais. E também não faço contrato com o capeta para ele me ajudar.

    ·       Charles Bukowsky, cachaceiro, poeta e escritor (1920-1994) também estava de saco cheio com essa turma do meio literário.

    ·       Disse-me um amigo que o narrador de meu livro deveria ter levado uma surra.

    ·       O meu narrador foi enrabado por um leitor de Santos, dizendo que eu não poderia ter escrito aquilo.

    ·       Há certos autores que são meu amigos, outros me esculhambam.

    ·       A lei de “Trópico de Câncer”, de Henry Miller, um grande livro deste autor, foi fundamental para mim.

    ·       Leio todo dia o Borges (Jorge Luis). Ele nos fala de coisas que ninguém diz.

    ·       Lendo “Crime e Castigo”, de Dostoievski, a sós numa casinha na praia do Santinho, em Santa Catarina, adormeci. Comecei a sonhar com um barulho estranho. No outro dia, peças de pirex estavam quebradas sobre a pia. Nunca mais voltei a este livro para não perder a emoção.

    ·       Há um ano que não escrevo na revista “Sexy”. Para escrever nela precisa ter tesão. De todas as colunas que escrevi, apenas duas são boas. As outras eram enrolações, só para ganhar uma grana.

    ·       Para ser escritor precisa ter dom. Jornalistas estão se fazendo de escritores; realizam uma pesquisa, publicam-na e se passam como tal.

    ·       A ânsia da pesquisa está atrapalhando a literatura.

    ·       Ruy Castro, em “O Anjo Pornográfico”, diz que há capítulos, nos livros de Nelson Rodrigues, que parece ser o escritor Nelson, mas, de repente, surge o jornalista.

    ·       Quanto ao diploma de jornalista é uma questão que não me diz respeito.

    ·       Para ser escritor, tem que ser descrente de si mesmo e de seus diplomas. Tem que ter liberdade de dizer besteira. Entretanto, sempre corre o risco de ser queimado no meio literário.

    ·       Consigo, muitas vezes, confundir o leitor com o autor-persongem e a ficção. Uso propositalmente “MM” (Maurício Mirisola).

    ·       O escritor tem que ter uma ética. Um livro tem que ter uma tese, que não pode ser falsa perante o leitor.

    ·       Cada texto tem uma necessidade. Uma crônica na Internet tem necessidade de um tamanho, na revista Farol há um limite de 2.200 caracteres.

    ·       Quando escrevo ficção, quanto mais confundo o leitor, um tanto melhor.

    ·       A Internet veio substituir os paralelepípedos, pois ninguém mais os atira em ninguém. Mas ela acaba ficando restrita a um público dirigido e limitado.

    ·       Meu primeiro livro estourou nos jornais e fui duas vezes ao Programa da Gabriela. Sumi da mídia depois que fiquei detonando, abrindo a boca, falando aquilo que os marketeiros de livros não querem ouvir.

    ·       Uma peça teatral minha foi lançada na Praça Roosevelt. A estréia foi coberta pela Folha de São Paulo, que não mencionou o nome do autor.

    ·       Se a obra é boa não permanece na gaveta.



    Escrito por José Wagner às 15h59
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    46 - Lucília Junqueira de Almeida Prado: Literatura Infanto-Juvenil

    LUCÍLIA JUNQUEIRA DE ALMEIDA PRADO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11h- 27/06/2009

    Escritora

    Prêmio Pen Club Internacional e Jabuti

    Mais de 65 livros quase todos infanto-juvenis

    Literatura Infanto-Juvenil

    ·       Acredito que meus sonhos sejam censurados, pois ao acordar não os lembro, exceto aqueles que tenho com meu saudoso marido.

    ·       Após escrever para crianças e jovens, há pouco tempo resolvi fazer literatura para adulto, como “A Esperança Tem Muitas Faces”.

    ·       A primeira coisa para incentivar a criança a ler é ver os pais com os livros nas mãos. Nas estantes, deixam de ser motivação.

    ·       “Sob as Asas da Aurora” escrevi em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa. Convivi com o personagem, um japonês, empregado da fazenda onde cresci. Posteriormente, fui assessorada por sua filha.

    ·       Quando começo a escrever, já tenho, na cabeça, o começo, o meio e o fim, inclusive o título.

    ·       Na literatura, as crianças gostam de coisas engraças. Por exemplo: O sorveteiro, empurrando o carrinho gritava kbom, kbom. Que homem bobo, o carro é tão pesado.

    ·        Os leitores juvenis não gostam de longas dissertações, preferem diálogo, mistério, suspense e pitadas de amor.

    ·       O adulto quer uma literatura consistente.

    ·       Em meu tempo de escola em São Paulo, no Colégio Des Oiseaux, escrevi meu primeiro livro “O Ipê Floresce em Agosto”, que circulava entre minhas colegas de classe, mesmo ainda inacabado.

    ·       Minha família me ignorava como escritora, principalmente meu sogro. Quando soube, através de meu marido, que eu havia ganho um Jabuti, perguntou, ironicamente, se era macho ou fêmea.

    ·       Na década de 80, vendia em torno de 6 mil livros infanto-juvenis por mês. Atualmente vendo muito menos, algo como mil exemplares.

    ·       Quando meu marido adoeceu, com Alzheimer, passei a ser muito solicitada por ele e parei praticamente de escrever. Só consegui mais tempo, para meus trabalhos, após contratar nosso ex-piloto para fazer companhia a ele durante o dia. Conversavam apenas sob o passado. Assim se passaram dez anos, até sua morte de pneumonia.

    ·       Após o falecimento de meu marido, passei a viajar. Fiz onze excursões ao exterior.

    ·       Tenho um pouco de dificuldade de locomoção, após duas cirurgias do fêmur, de um lado há treze e do outro há três anos.

    ·       Dos meu livros, sempre gosto mais do último.

    ·       Não pretendo escrever mais para crianças, talvez porque o jovem se tornou diferente de minha época.

     

     



    Escrito por José Wagner às 16h35
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    45B - Marina Colassanti: Literatura e Tradução - Parte 2/2

    MARINA COLASSANTI

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 10h- 27/06/2009

    Jornalista, Escritora, Poetisa e Pintora

    Prêmio Fundalectura e Três Jabutis

    Mais de 40 livros com predominância de infanto-juvenis

    Literatura e Tradução – Parte 2/2

    ·       As línguas sofrem mutações, por isso me atualizo viajando constantemente à Itália.

    ·       Uso o português condensado, de forma inusitada e o traduzo de forma corriqueira. O tradutor “passa a ferro” o texto, perdendo, assim, a musicalidade.

    ·       Os revisores de textos para adultos, principalmente de poesia, são verdadeiros santos e abençoados. Na literatura infantil são cães.

    ·       Vírgula é questão de respiração. Na poesia há a licença poética.

    ·       Faço normalmente um jogo de troca com os revisores: você troca estas palavras, mas mantenha estas vírgulas.

    ·       Bons cronistas de jornal não possuem diploma de jornalista.

    ·       Atualmente, os jornalistas, sem tempo, nem sempre se preparam para fazer uma entrevista. Muitos chegam a mim, antes de minhas conferências, sem saber quem sou e alguns até mesmo desconhecem meu nome. Perguntam-me simplesmente: “O que você vai dizer na palestra de hoje?”

    ·       O Globo se tornou um jornal investigativo. Três quartos dos escândalos aparecem através da mídia. Temos, felizmente, uma imprensa livre.

    ·       Escrevo contos de fada, como a “A Moça Tecelã”. Não se trata de fada, mas é um estilo para crianças e adultos. Se o conto não é apreciado por adulto é porque não é bom.

    ·       Um livro grande não é viável pelo preço. Quando escrevo um extenso, divido-o em dois.

    ·       Ao decidir escrever um livro, eu me preparo e me afunilo. O trabalho deve entorpecer a razão e surgir da ficção e imaginação.

    ·       Adoro fios, sou uma verdadeira aranha. Preciso da ligação com os objetos que elaboro, que confecciono. Se os teço, então tenho a maior ligação com eles.

    ·       O conto “Além do Bastidor” foi inspirado em uma amiga que fez um lindo cartão, sem riscos prévios e sem cortar os fios. Uma obra de amor e inspiração. Depois de uns tempos, voltei à casa da amiga e soube que o marido havia implicado com o trabalho e ela o retirara da sala.

    ·       Preciso de silêncio para sentir a sonoridade e a cadência dos versos. Até a música me atrapalha o ritmo e a inspiração. A sonoridade da palavra vem da batida do coração. Mesmo para escrever uma simples carta necessito do silêncio absoluto.

    ·       Faço poesia do pequeno, como o simples ato de tirar carrapato do cachorro. Não faço nada épico como Pedro Álvares Cabral.

    ·       Os detalhes põem em cheque o fato. Uma bainha bem feita mostra a habilidade da costureira. O monge coreano de roupa linda, mas de tênis americano, choca os olhos.



    Escrito por José Wagner às 16h55
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    45A - Marina Colassanti: Literatura e Tradução - Parte 1/2

    MARINA COLASSANTI

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 10h- 27/06/2009

    Jornalista, Escritora, Poetisa e Pintora

    Prêmio Fundalectura e Três Jabutis

    Mais de 40 livros com predominância de infanto-juvenis

    Literatura e Tradução – Parte 1/2

    ·       Quando dizem que sou iluminada, digo que sim, sou iluminada pelas lâmpadas dos holofotes.

    ·       As atividades culturais programadas são fermentos que, lentamente, fazem crescer o interesse dos jovens pelos caminhos da cultura.

    ·       Meu livro “Passageiro em Trânsito” constitui-se de poemas de viagens internacionais. Terminei-o hospedada num castelo, na França, no meio de dourados trigais. Na realidade, era um pequeníssimo castelo, onde meu marido eu cozinhávamos e fazíamos as tarefas domésticas.

    ·       Sou de família italiana, nasci na África onde passei minha infância, morei 11 anos na Itália e vim para o Rio de Janeiro em 1948, onde resido.

    ·       Sou bilíngue e tradutora do português para o italiano. Escrevo poemas nas duas línguas, mas não consigo traduzir meus próprios poemas do português para o italiano. Penso que a inspiração nasce na língua.

    ·       Traduzo poesias de outros, não as minhas. Pois, quando as leio, na outra língua, sinto que não representam os meus verdadeiros sentimentos. Tenho uma amiga que faz a tradução de minhas poesias.

    ·       Escrevo bem em português, mas os sentimentos brotam em italiano.

    ·       Sozinha, converso em voz alta comigo. O ouvinte, neste caso, presta muita atenção no que digo e é terapêutico. É um processo de cura pela palavra falada.

    ·       A poesia é um produto de venda difícil. Os professores do ensino fundamental não trabalham com ela, porque não sabem fazê-lo ou têm medo. A poesia está na alma das pessoas, o que falta é incentivá-las.

    ·       Somente os poetas de crachás vendem sua poesia no Brasil.

    ·       Meu marido, também poeta, colocou sua poesia em edições Pocket Book. Está indo para a 2ª edição.

    ·       Eu não tenho nenhum grilo com a minha idade, 72 anos.

    ·       Sonho nas duas línguas. E nunca tiro dos sonhos material ficcional.

    ·       Todas as pessoas têm idéias para seus escritos, pois o tempo todo estão sonhando, fazendo lucubrações.

    ·       O sonho que tecemos é uma conversa com o inconsciente.

    ·       No aflorar do inconsciente a razão está sempre vigilante, como o papagaio do pirata.

     



    Escrito por José Wagner às 16h53
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    44B - Fernando Morais: Biografias - Parte 2/2

    FERNANDO MORAIS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19h- 26/06/2009

    Jornalista, Escritor e Biógrafo

    Obras: Chatô, Olga, O Mago

    Biografias – Parte 2/2

    ·       Depois de 2 anos de trabalho, o Paulo se mudou para o Rio. Eu já havia entrevistado muita gente no exterior, inclusive seu editor no Irã, Arash, que é aquele médico, visto pelo mundo todo, no youtube, tentando salvar a mocinha agonizante, no protesto contra as últimas eleições.

    ·        Para poder ficar próximo ao Paulo e escrever, aluguei um pequeno apartamento no Rio.

    ·       Quando havia escrito 200 páginas, li o testamento do Paulo, que não tem filhos. Neste, consta que há, na edícula de sua casa, dois baús, que devem ser incinerados após sua morte, cujas chaves se encontram guardadas em um banco,. Pedi-lhe as chaves e ele me disse que não havia nada de importante ou de valor nesses baús.

    ·       Cedendo à minha insistência, Paulo estipulou uma condição para que eu tivesse acesso ao conteúdo dos dois baús: que eu descobrisse o nome do oficial, um major, que o havia torturado em Ponta Grossa.

    ·       Fui a campo. Pela guarnição, data e algumas exclusões, restaram três oficiais. Através de “Tortura Nunca Mais”, encontrei o major. Fui até sua residência. Fui mal recebido, mas, através do celular, consegui uma foto do torturador e a mandei ao Paulo, que o reconheceu. Deu-me as chaves.

    ·       Abrindo os baús, encontrei 170 cadernos, 150 fitas gravadas e seu diário, a partir dos 10 anos de idade. Estava ali tudo descrito. Quando comecei a ler, meus cabelos arrepiaram. Para catalogar e digitalizar o material, encomendei um programa específico.

    ·       Diante de tanta informação, deletei as 200 páginas escritas e comecei meu trabalho da estaca zero. O que havia produzido era interessante, mas o material dos baús era fantástico.

    ·       Neste material há coisas muito feias! O diário relata tudo aquilo que ninguém revelaria. Devolvi as chaves, e o que interessa está no livro “O Mago”.

    ·       Paulo lia de tudo, desde grandes autores, como Shakespeare, até São Cipriano. Fazia o resumo dos livros e atribuía-lhes estrelas, de uma a cinco.

    ·       A vida do Paulo é a de um espiritualizado, educado no Colégio Santo Inácio, dos Jesuítas, que, na adolescência, partiu para o oposto, para o satânico.

    ·       Num aparte, perguntei ao Fernando Morais se alguém o procurasse, para escrever “A Biografia do Maior Biógrafo”, ele concordaria e relataria suas intimidades ao autor? Sem pestanejar, respondeu que não aceitaria ser biografado. Depois de refletir, disse que talvez num futuro remoto sim, mas, agora, de forma alguma.

    NOTA:
    Em conversa com Fernando Morais, no lobby do hotel, lembrei-lhe que temos, no Brasil, personagens que ainda despertam o interesse público, tais como Benedicto Valadares e Ademar de Barros. Concordando comigo, recordarmos algumas peripécias desses dois artífices da política, respectivamente, de Minas e São Paulo.

     



    Escrito por José Wagner às 10h39
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    44A - Fernando Morais: Biografias - Parte 1/2

    FERNANDO MORAIS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19h- 26/06/2009

    Jornalista, Escritor e Biógrafo

    Obras: Chatô, Olga, O Mago

    Biografias – Parte 1/2

    ·       Quando decidi escrever sobre Paulo Coelho, não foi pelo fenômeno escritor, mas procurei ir à busca do homem, desse carioca misterioso, que recebe mais de mil emails por dia vindos de todo o planeta.

    ·       Enquanto eu militava contra a Ditadura, Paulo Coelho via disco voador e fumava maconha.

    ·       Segundo Humberto Eco, Paulo Coelho escreve para aqueles que têm fé. O italiano não a tem e eu tampouco.

    ·       Antes de ser conhecido na literatura, Paulo Coelho fez letras de rock memoráveis, agressivas, de grande riqueza e lindas rimas.

    ·       Possuindo ligações em outros países, a Editora Planeta queria que eu escrevesse sobre um personagem internacional, o que viabilizaria a publicação em termos mundiais.

    ·       Propus Ugo Chaves, considerando que é cristão, não impõe censura, realiza eleições e plebiscitos. A Planeta topou. Procurei Chaves, em Caracas, e ele me disse que já havia um brasileiro fazendo este trabalho.

    ·       Sugeri então o nome de Paulo Coelho e a Editora Planeta aceitou. Num primeiro contato com o escritor, ele me respondeu que havia recusado vários convites, mas em se tratando de Fernando Morais ele toparia.

    ·       Marcamos o primeiro encontro em Lion, na França. O Paulo chegou de taxi, com cara de padre do interior, puxando uma malinha. Eu estava esperando que viesse num carrão, acompanhado de seguranças.

    ·       Expus a condição básica dele não ler os originais e só tomar conhecimento, de meus escritos, somente após a publicação. Ele topou, sem titubear.

    ·       Anteriormente, há tempos, havia procurado Antonio Carlos Magalhães sobre a mesma finalidade. Expus a condição de que somente leria o texto após impresso. Na hora, não aceitou e me disse que iria pensar. Depois me telefonou dizendo que toparia. O trabalho ficou paralisado.

    ·       A vida de Paulo Coelho até os 50 anos é um calvário, repleto de conflitos, familiares e sexuais, e de drogas. Experimentou tudo de ruim.

    ·       Quando a Holanda liberou a maconha, o Paulo foi lá para experimentar.

    ·       Tomava remédios controlados. Foi internado e tratado com eletrochoque e lhe deram até anticonvulsivantes.

    ·       Paulo conseguiu ficar 48 horas chapado, com as mais diversas drogas. Sentiu-se envolvido com o homossexualismo. Foi preso no DOI-CODE.

    ·       Diante de tudo que se passou com ele, a minha grande surpresa foi ter-se mantido vivo.

    ·       Tive problemas de consciência de relatar esses acontecimentos, inclusive de plágio do Cony, quando publicou no Nordeste.

    ·       Na França, fiquei num hotelzinho vagabundo, mas era o único perto da casa do Paulo. Passei seis semanas junto com ele, em tempo integral, o que criou um laço afetivo entre nós.

    ·        Eu me questionava: teria eu o direito de expor as feridas em público de um indivíduo que abriu a casa e a alma para mim? Minha produção literária começou a cair, pois normalmente escrevo dez páginas por dia. Contudo, durante os 4 anos de trabalho, em nenhum momento o Paulo proibiu alguma coisa. Deixou-me totalmente livre para escrever sobre as informações coletadas.

     



    Escrito por José Wagner às 10h38
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    43 - Zuenir Ventura: Jornalismo e Literatura

    ZUENIR VENTURA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h- 26/06/2009

    Jornalista, autor de “1968 – O que fizemos nós”

    Jornalismo e Literatura

    ·       Estou com 78 anos, mas considero uma das minhas melhores crônicas “Idoso na fila do DETRAN”, que escrevi aos 65 anos. Mas estou com Paulinho da Viola, quando diz que “Meu tempo é hoje”.

    ·       A leitura deve ser um prazer, não uma obrigação. Hoje Camões é um dos meus autores prediletos. Na escola, detestava-o, porque era objeto de análise.

    ·       Levei 10 meses escrevendo “1968”. Na ocasião, considerei que ninguém se interessaria por este livro. Hoje já está na 24ª edição.

    ·       O ano de 1968 foi um período de transformações sociais.

    ·       Descrever sentimentos é tão difícil como relatar fatos presenciados.

    ·       “Escrever é cortar palavras”, disse Graciliano Ramos.

    ·       Sou contra os diplomas, mas a favor das Faculdades. A Universidade é um avanço sobre o autodidatismo.

    ·       O fim da exigência do diploma de jornalista não elimina a necessidade do conhecimento.

    ·       Nós, os jornalistas, não sabemos, mas devemos saber quem sabe e transformar o assunto palatável ao leitor.

    ·       Certa ocasião de um conflito universitário, um reitor afirmou: “Aqui não entra polícia, só com vestibular”. É inconcebível deixar de haver o diálogo e necessitar da intervenção da polícia nas Universidades.

    ·       A História acelerou, trazendo a notícia em tempo real. O repórter pega quase tudo no Google e fala, por telefone, apenas para confirmar.

    ·        A Internet apresenta riscos. Há, inclusive, muitos artigos falsos, utilizando nomes de autores respeitáveis. O Ziraldo me contou que um amigo lhe disse ter considerado um determinado artigo seu o melhor que havia escrito. Era justamente um dos falsos. Como era o “melhor”, ele agradeceu e ficou por isso mesmo.

    ·       Há, hoje, uma necessidade de um jornal de explicação, uma vez que o público está sobrecarregado de informação. O alvo seria a classe de poder aquisitivo e cultural.

    ·       O problema da pesquisa jornalística é saber a hora de parar.

    ·       Considero o livro literário o de não ficção.

    ·       Ernest Hemingway introduziu o estilo jornalístico no romance. Frases curtas e objetivas.

    ·       O cronista de jornal comenta os fatos sob o seu enfoque.

     



    Escrito por José Wagner às 10h04
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    42 - Pasquale Cipro Neto: Lingua Portuguesa

    PASQUALE CIPRO NETO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h- 26/06/2009

    Professor de português, consultor de língua portuguesa

    e apresentador de TV e rádio.

    Autor de vinte livros para o ensino da língua portuguesa

    Língua Portuguesa

    ·        Há, na Internet, textos falsos, onde se colocam nomes de autores conhecidos. Eu estou entre as vítimas preferidas, incluindo o Luís Veríssimo, Jabor e outros.

    ·        Circula, pela Internet, um artigo do Mario Quintana sobre o casamento. O interessante é que ele morreu solteiro e era apologista do celibatarismo.

    ·        Os meus textos verdadeiros são aqueles que se encontram na Internet, como no site da Cultura e os que assino nos jornais.

    ·        Os internautas passaram a assediar virtualmente os jornalistas. Chegou ao cúmulo do Cony pedir a seus leitores: “Não me escrevam mais!”.

    ·        Há confusões no emprego de palavras simples. “Raramente” é diferente de “sempre”, como “frequentemente” também é diferente de “sempre”.

    ·        Na grafia então há erros comuns. “Sicrano” é com “S” e há muita gente que teima em escrever com outra letra.

    ·        O termo “doloso” é comumente mal interpretado. Um crime doloso é quando se tem a intenção de matar ou quando se assume o risco de produzir resultados ilícitos.

    ·        Trabalho na Folha de São Paulo há 20 anos e 2 meses.

    ·        Hoje, tudo que está errado se joga nas costas da Ditadura Militar. Milico deve fazer apenas o que lhe compete.

    ·       A sociedade valoriza o fútil. Os dotes não são os neurônios, mas o glúteo e o pinto

    ·       O maestro Júlio Medaglia veio do clássico para ajudar a abrir o Tropicalismo. Praticamente, ele pariu Caetano e Gil.

    ·       Lulu Santos comprou briga com a música sertaneja. Disse ele que: “Uma garrucha de dois canos é boa porque pode matar, com um só tiro, uma dupla caipira”.

    ·       A poesia antes se preocupava com a rima e a métrica. Com a poesia livre e o verso branco, a licença poética ficou desprezada. Pode-se usar uma sílaba a menos. Caetano na canção “Muito Romântico” diz “entre você e eu”. Gramaticamente, deveria ser “entre você e mim”, mas não dá na música.

    ·       Arnaldo Antunes, que conhece a nossa língua, cantando pronunciou “podes” (ô), quando deveria ser “podes” (ó). Notei, no estúdio que ouvia a gravação, mas deixei passar para que não refizessem o trabalho. Quando saía da sala, ele, esbaforido, alertou-me sobre o seu erro. Lamentou: “Eu não sei escrever na segunda pessoa.” A partir daí, não relevo mais nada.

    ·       O Caetano e o Chico usam corretamente a segunda pessoa. Caetano tomou um pau, no seu blog, por discutir a língua portuguesa.

    ·       Oswaldo de Andrade, em seu poema “Pronominais”, coloca muito bem a questão dos pronomes: “Dê-me um cigarro / Diz a gramática / Do professor e do aluno / E do mulato sabido / Mas o bom negro e o bom branco / Da Nação Brasileira / Dizem todos os dias / Deixa disso camarada / Me dá um cigarro.”

    ·       O bom conhecimento da nossa língua deve envolver tudo, desde Padre Vieira, Gregório de Matos até aos modernos.

    ·       A Reforma Ortográfica possui razões misteriosas. No início pensei que fosse interesse comercial. Hoje acho que houve interesse comercial e político, para dizer que o Brasil deu o pontapé inicial.

    ·       Se Portugal regulamentasse hoje a Reforma Ortográfica, ela só entraria em vigor em 2015, porque neste país os livros didáticos têm validade por 5 anos.

    ·       Em Portugal, a Reforma Ortográfica foi aprovada pelo Congresso e o Presidente sancionou a lei. Todavia, não houve ainda a sua regulamentação. Tudo leva a crer que Portugal a empurrará com a barriga por longo tempo.

    ·       No Brasil, a lei foi assinada e houve uma bagunça. O texto é cheio de barbaridades. Há dicionários já impressos que se contradizem. O Dicionário da Academia Brasileira de Letras possui duas edições conflitantes, a segunda difere da primeira em algumas palavras, ambas na nova ortografia.

     



    Escrito por José Wagner às 16h27
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    41 - Gilberto Abreu: Literatura e Verdade

    GILBERTO ABREU

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11h- 26/06/2009

    Educador e poeta

    Sete livros publicados

    Literatura e Verdade

    ·       Pior que a censura é a autocensura.

    ·       Em Passos, MG, minha cidade, há uma língua especial, não diria um dialeto, que é conhecida como a Língua do Sapateiro. Este linguajar me levou a usar o lado popular nos meus escritos.

    ·       Uma evocação a Gaston Bechelard: “Eu conheço aquela floresta, nunca estive lá, mas meu avô me contou”.

    ·       No meu primeiro trabalho, por uma simples letra, em 1971, fui preso pelo Cap. Orlando de Abreu Ferreira. Permaneci no DOI-CODI, em Belo Horizonte, por 10 dias. Por isso, posso dizer que nunca somos traídos pelos inimigos.

    ·       No meu poema “A Minha Primeira Morte”, alusivo à cidade de Passos, expresso a mágoa da cidade representada em suas ladeiras.

    ·       Considero a “Divina Comédia”, de Dante, o mais importante livro da humanidade.

    ·       Concordo com um crítico americano ao afirmar que “A humanidade toda escreve um único poema”.

    ·       Toda grande obra literária impacta a sociedade.

    ·       Há textos de prosa onde aflora a poesia, como nas obras de José de Alencar.

    ·       “Mande Beijos a Gardel”, de Gilberto Abreu, Prêmio Guimarães Rosa, 1990, é uma ironia à pós-modernidade.

    ·       Numa analogia ao Box, poderia dizer que o romance ganha do leitor por pontos; o conto, por nocaute.

    ·       Guy de Maupassant recomendava: “O conto deve ser bom no começo, bom no fim e no meio deve entrar o talento do artista.”

    ·       Bertolt Brecht, dramaturgo alemão, bem definiu as “Cinco Maneiras de Dizer a Verdade”:
    1 – A coragem de dizer a verdade, quando procuram sufocá-la;
    2 – A inteligência para reconhecê-la, quando tentam ocultá-la;
    3 – A arte de manejá-la, como uma arma;
    4 – O discernimento para escolher aqueles em cujas mãos ela se tornará eficaz;
    5 – A habilidade para difundi-la.

    ·       A realidade nos mostra que Chico Buarque pode estar certo: “Vence na vida aquele que diz sim.”



    Escrito por José Wagner às 08h47
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    40B - Augusto Cury: Literatura de Auto-Ajuda - Parte 2/2

    AUGUSTO CURY

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19h- 25/06/2009

    Escritor, psiquiatra e psicoterapeuta

    Com livros difundidos em mais de 50 países

    Literatura de Auto-Ajuda – Parte 2/2

    ·       Devemos praticar a arte da contemplação do belo. Ninguém enxergava o que Jesus via: “olhai os lírios do campo...”. Ele conseguia ver na simplicidade o belo, fazendo dela um espetáculo para os olhos.

    ·       Educar é se colocar no lugar do outro e não simplesmente estabelecer regras e limites.

    ·       Professor, invista nos seus alunos, até mesmo nos piores.

    ·       Aplaudam aqueles que tiveram a coragem de competir e não apenas os que atingiram o pódio.

    ·       Cinco minutos podem mudar uma vida. A autodestruição geralmente começa na juventude.

    ·       Não conseguiremos atingir o nosso destino, numa grande cidade como São Paulo, se não tivermos o endereço. Todavia, entramos na cidade da mente, sem endereços e, instantaneamente, encontramos as palavras. Pensemos numa palavra. Dela podemos derivar, através do pensamento, muitas outras correlacionadas que representam idéias.

    ·       Você conhece normalmente o mundo onde se encontra, mas não o seu mundo interior. Penetre mais dentro de você. Questione-se: quem sou eu? O que me falta para sonhar mais? O que faço para vencer a minha timidez?

    ·       Ninguém é obrigado a lhe amar, só mesmo você o é.

    ·       Se você, homem, disser que conhece uma alma feminina, desconfie do seu próprio sexo.

    ·       Através do RAM – Registro Automático da Memória – registramos as publicidades subliminares, como, por exemplo, que as modelos magras são consideradas como estereótipos. A beleza está nos olhos de quem vê e não pode ser padronizada.

    ·       A auto-estima independe da sua estética. Não há cirurgia plástica no cérebro. O que define o belo não é o objeto, mas o que está arquivado na psique.

    ·       Quem se interessar pelo tema, pode conseguir mais informações pelo email: instituto.academia@uol.com.br

    ·       A mulher que se liberta diz para o seu amado: “Eu sou bonita! Inteligente e maravilhosa! E você fez um grande negócio de viver comigo”.

    ·       Um aparte da prefeita de Ribeirão Preto, Darcy Vera: “Com a leitura de seus livros, Augusto, consegui tirar as algemas que havia colocado na minha alma”.

    ·       Certas correntes dizem que o déficit da serotonina é causa de doenças. Os testes mostram que ninguém é condenado pela genética.

    ·       O EU deve cuidar da saúde, independentemente de medicamentos, e faz com que a pessoa passe de vítima para autor de sua própria história. Porque a melhor medicina continua sendo a prevenção.

    ·       Poeta não é aquele que escreve poesias, mas o que vive a vida com poesia.



    Escrito por José Wagner às 11h14
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    40A - Augusto Cury: Literatura de Auto-Ajuda - Parte 1/2

    AUGUSTO CURY

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19h- 25/06/2009

    Escritor, psiquiatra e psicoterapeuta

    Com livros difundidos em mais de 50 países

    Literatura de Auto-Ajuda – Parte 1/2

    ·       Uns se curvam diante de celebridades, outros diante de Deus e eu me curvo diante de vocês neste auditório.

    ·       Uns deixam cicatrizes através da literatura, outros da arte, mas todos nós devemos deixar cicatrizes no solo dos corações dos que amamos.

    ·       Muitos fazem o velório antes do tempo, sofrendo por antecipação.

    ·       Vivemos a época do pensamento acelerado, onde a informação dobra a cada 5 anos. Na próxima década dobrará a cada um ano.

    ·       Podemos optar por plantar flores ou acumular lixo no psiquismo.

    ·       Não podemos apagar nada no nosso psiquismo.

    ·       Na janela “killer” o homo sapiens deixa de ser racional e passa a animal, uma zona de conflito que assassina o prazer de viver.

    ·       Temos várias janelas “killer”, mas devemos reescrevê-las enquanto estiverem abertas.

    ·       Não se pode cultivar a arte da dúvida, da crítica. Cada ser é uma estrela viva no universo da vida. A existência é o espetáculo das existências.

    ·       Atualmente, com 7 anos uma criança tem mais informação do que homens que dominaram o mundo.

    ·       A mente é um espetáculo ininterrupto, porque o pensar é ininterrupto.

    ·       A ansiedade doentia faz com a mente humana se torne um dreno de idéias.

    ·       Pensar é bom, pensar sem controle é mau.

    ·       Um teste de qualidade de vida é ser transparente.

    ·       Os sonhos de vida devem nos controlar, mesmo que o mundo caia sobre nós.

    ·       Meus parabéns para aqueles que são vendedores de sonhos.

    ·       Sintomas que algo vai mal conosco: acordar cansado; dor de cabeça; dor muscular; déficit de memória. A razão disto é porque se está sofrendo por antecipação!

    ·       O esquecimento é uma proteção para não se pensar bobagens. Mas não pode chegar ao ponto de esquecer o nome do colega de trabalho. Muitos usam até a jogada do “Como é o seu nome todo?", para se lembrar do primeiro.

    ·       O trabalho intelectual intenso pode consumir energia que venha atrapalhar o sono.

    ·       As dores psicossomáticas são gritos para se mudar o estilo de vida.

    ·       É fundamental manter um caso de amor com a própria vida e ter uma relação poética com o próprio ser. É necessário estar vigilante para mantê-los.

    ·       Sermos altruístas e nunca esperar o reconhecimento; para isto devemos desenvolver a arte da tolerância.

    ·       A verdadeira solidão é quando nós nos abandonamos.

     



    Escrito por José Wagner às 11h11
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    39 - Cristovão Tezza: Literatura

    CRISTOVÃO TEZZA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h- 25/06/2009

    Professor, jornalista e escritor

    Autor do livro “O Filho Eterno”

    Literatura

    ·       Comecei a escrever em 1970, com 18 anos.

    ·       O período de minha formação coincidiu com a guerra fria, libertação da mulher e quase tudo era proibido.

    ·       Relutei a entrar na universidade. Fiz vestibular com 25 anos. Hoje sou professor universitário!

    ·       A internet significou a mudança dos paradigmas e desenvolveu a palavra escrita.

    ·       A TV é pura oralidade, onde não há praticamente nada escrito.

    ·       Escrevi mais de vinte livros, mas autobiografia apenas em “O Filho Eterno”.

    ·       O livro “Trapo” foi escrito quando eu ainda estava na universidade, com peso do personagem professor Manoel, num contraste entre o mundo novo e a velha rotina.

    ·       No momento em que se escreve, aparece uma “realidade” paralela.

    ·       Os alunos têm sempre a mesma idade, somente o professor envelhece.

    ·       “Aventuras Provisórias” foi escrito em 3 meses. Conta a história de um homem que, morando com a mãe, possuía três mulheres. Destinado ao ensino médio, este livro foi considerado, por uma orientadora educacional, como contendo cenas de sexo. Ela usou uma expressou forte, afirmando que o livro deveria ser “banido” das escolas. Em três dias o livro foi retirado da rede pública de ensino pela Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina.

    ·       A escola não sabe lidar com literatura, mas apenas com livros didáticos. A literatura é a vida real.

    ·       A adequação etária deve ser o único fator para se adotar uma boa literatura nas escolas.



    Escrito por José Wagner às 11h45
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    38 - Renato Pompeu de Toledo: Bastidores da Imprensa

    RENATO POMPEU DE TOLEDO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15h- 25/06/2009

    Jornalista e escritor

    Bastidores da Imprensa

    ·       Uma ocasião fiz uma reportagem, para a revista Veja, sobre o então INPS. Como ilustração coloquei uma foto, tirada na Bahia, onde um enfermeiro branco atendia um paciente negro. O editor pediu que trocasse a foto. Perguntei-lhe se ele era racista. Respondeu-me que não, mas talvez os patrões o fossem.

    ·       Todos podem observar que nesta revista não são abordados assuntos referentes a pessoas da raça negra, principalmente fotos. Os que aparecem são desportistas ou artistas.

    ·       No início, a revista Veja vinha fazendo oposição ao Governo Militar. Consta que, para facilitar as negociações da Editora Abril com o Ministério da Educação, Mino Carta foi demitido e a revista adotou outra linha.

    ·       O jornal Folha de São Paulo apoiou o Regime Militar durante a sua vigência, colaborando inclusive com sua infra-estrutura de carros de distribuição de jornais. Um deles foi fotografado, virado, simulando um carburão.

    ·       Em uma certa revista que trabalhava, pediram-me que confirmasse um boato de um relacionamento sentimental de uma atriz global com uma importante figura do país. Pesquisei e nada encontrei. Mesmo sendo inverdade, publicaram a notícia como se fosse de minha autoria. Logo em seguida, veio o desmentido.

    ·       Em um grande jornal dos Estados Unidos, há um lema: “Freedon of the press not for journalists”. Ou seja, mesmo lá a liberdade de imprensa, na realidade, é a liberdade do dono e não a do jornalista.

    ·       Fui detido no Regime Militar por no máximo uma semana. Fui absolvido várias vezes.

    ·       Quanto à exigência de diploma de jornalista, comparo-o ao diploma de administrador de empresa. Não se exige que se tenha diploma de administrador para administrar uma empresa. Entretanto, os que possuem diploma, os mais preparados, são os escolhidos.

    ·       Uma das fontes mais confiáveis de notícias são as rádios que dão a notícia online, ou seja, a notícia é dada com o fato acontecendo, o que não dá tempo para passar pelo crivo da censura dos patrões. Por exemplo, a CBN é uma boa fonte de informação, apesar de nunca mencionar nome de empresas envolvidas nos fatos noticiados,

    ·        Além dos publicadas pelos grupos de notícias da Internet, os fatos locais noticiados por fontes no estrangeiro são um pouco mais confiáveis. Mas para se ter uma idéia mais real dos acontecimentos deve-se comparar as diferentes fontes de informação.



    Escrito por José Wagner às 21h13
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    37 - Pedro Bandeira: Literatura Infanto-Juvenil e Educação

    PEDRO BANDEIRA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h- 25/06/2009

    Escritor infanto-juvenil, prêmios APCA e Jabuti

    Autor mais vendido em literatura para jovens no Brasil

    Literatura Infanto-Juvenil e Educação

    ·       Eu trabalho com o futuro.

    ·       O Brasil dá vexame nas estatísticas de educação.

    ·       Para mudar este jogo, é necessário que se apresente uma literatura gostosa, saborosa, atraindo o jovem.

    ·       Para estar hoje aqui com vocês, deixei o hospital onde minha esposa foi operada do coração, em São Paulo, e volto, logo em seguida, diretamente para junto dela.

    ·       Quando criança, não havendo o livro de leitura para escola, minha diversão era a leitura em casa e o cinema.

    ·       Leitura não é para fazer prova.

    ·       Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo, é uma boneca para ser apreciada na leitura. No cinema, a triz fala como se fosse uma menina mal educada.

    ·       Comecei a minha carreira de escritor fazendo historinhas para a Editora Abril.

    ·       Meu primeiro sucesso foi “A Droga da Obediência”.

    ·       Passei a estudar a juventude até o seu primeiro batom e o primeiro aparelho de barba, porque a literatura é o espelho da vida.

    ·       Comecei a ler Dom Quixote como um herói de cavalaria, talvez por isso me sinta um Dom Quixote quando me sento na frente do computador.

    ·       A função da literatura é reproduzir a vida: amor, ambição, sonho e muito mais.

    ·       É difícil escrever a quatro mãos.

    ·       Quem leva mensagem é o carteiro, o autor leva o leitor a pensar.

    ·       É a desobediência que modifica o mundo. O povo do Maranhão tem que aprender a desobedecer ao Sarney.

    ·       O escritor fica grávido da história e dá a luz quando ela vai para o papel.

    ·       “A Droga da Obediência” foi escrita porque senti o efeito nefasto da ditadura e sua censura.

    ·       Ser escritor é fazer com amor e perseverança, trabalhando com esforço para ser melhor.

    ·       Ser professor não é ensinar, mas desafiar, orientar, encaminhar, fascinar a criança e o jovem para o estudo e a pesquisa.

    ·       Aprende-se a escrever, escrevendo; poderá não se tornar um bom escritor, mas será, sem dúvida, um ser melhor que milhões no mundo.

    ·       Estou aberto a todos: pband@uol.com.br

     



    Escrito por José Wagner às 15h39
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    36 - Martha Medeiros: Literatura

    MARTHA MEDEIROS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19h- 24/06/2009

    Escritora, com 18 livros publicados

    Autora do livro “Divã”

    Literatura

    ·       O Portal “Almas Gêmeas”, do Terra, me traz muita satisfação e me fez muito conhecida.

    ·       Minha tônica nesse Portal é o amor.

    ·       O amor é como uma tesourinha de unha, nunca se sabe onde está.

    ·       Entre 25 e 35 anos, a mulher se apaixona, acionada pelo relógio biológico, que anuncia que dentro de poucos anos ela não poderá conceber.

    ·       Levada pela pressão da sociedade, a mulher transforma um pequeno amor em um grande amor e se casa.

    ·       Muitas mulheres pensam: “Quero me casar para separar e, então, sentir-me livre para ser feliz no amor”.

    ·       Eis o idílio: casamento, casa, filho e separação. Aí está o início, o meio e o fim.

    ·       Trabalhei mais de 10 anos como redatora publicitária.

    ·       Em 1993, deixei a publicidade e me mudei para o Chile, onde fiquei oito meses, quando pude dedicar-me à literatura e poesia.

    ·       Tornei-me, a partir do Chile, uma cronista, mas não sabia as técnicas, o que estudei posteriormente.

    ·       O livro “Divã” está entre a crônica e a ficção. Ele se tornou peça de teatro e depois filme. Hoje tenho 18 livros.

    ·       Quando escrevo faço uma auto-análise e vejo o mundo, buscando ver nele a beleza do trivial.

    ·       Viver sem arte é viver num deserto.

    ·       Nunca fiz análise, mas, quando sinto necessidade, faço apenas de 8 a 10 sessões com um determinado psiquiatra.

    ·       Perguntei-lhe se a redatora de publicidade, com seus textos curtos e objetivos, incisivos, ainda estão incorporados em seu estilo.
    Respondeu-me: Sim, o background, dos 13 anos de publicitária, ainda vive em mim, até hoje, mas agora meus textos vendem minhas idéias e não mais liquidificadores.

    ·       O amor é o mesmo, os conceitos é que mudam. O que não é aceitável é o PARA SEMPRE.

    ·       Aproveitar a vida pode ser até se manter na linha em que se está, desde que a pessoa se sinta satisfeita.

    ·       Temos que parar de ter medo de mudanças, pois mudança não é vulgaridade.

    ·       Não escolho o assunto porque é o que vende, pois se assim o fosse qualquer escritor poderia estar rico.

    ·       Domingos de Oliveira disse: “Uma coisa que escandaliza é a sinceridade”.

    ·       Meu próximo trabalho será sobre a dor do amor. Eu passava uma fase difícil de minha vida quando foquei este tema.

    ·       A amizade tem uma fidelidade que nem sempre há no amor.



    Escrito por José Wagner às 09h43
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    35 - Márcio Souza: Literatura e Cinema

    MÁRCIO SOUZA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 17h- 24/06/2009

    Escritor, dramaturgo e roteirista

    Autor do livro “Galvez, Imperador do Acre”

    Literatura e Cinema

    ·       Meu sonho, quando jovem, era fazer uma faculdade de cinema. Não havendo na época, fiz ciências sociais na USP.

    ·       Na década de 60, ser cineasta era o mesmo que ser poeta no auge do abolicionismo.

    ·       O filme que dirigi, “Selva’, rodado em Manaus em 1973, foi um fracasso.

    ·       Eu não poderia imaginar como é difícil fazer cinema sem recursos.

    ·       Escrever não é um ato sagrado, como muitos possam pensar, mas um trabalho.

    ·       Prefiro escrever peças sob medida para os atores que estou convivendo e conheço o potencial.

    ·       No TESC – Teatro Experimental do Sesc do Amazonas – tenho conseguido levar ao público as questões da Amazônia.



    Escrito por José Wagner às 22h07
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    34 - Carlos Heitor Cony: Livro e Jornalismo

    CARLOS HEITOR CONY

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h- 24/06/2009

    Jornalista, escritor, prêmio Jabuti, membro da Academia Brasileira de Letras

    Livro e Jornalismo

    ·        Meu primeiro livro, “O Ventre”, escrito em 1955, foi considerado bom, mas com palavras fortes e idéias negativas, segundo o júri do prêmio ao qual o livro concorria, como Manoel Bandeira e Austregésilo de Athayde.

    ·        Jorge Amado havia lançado, neste mesmo ano, “Gabriela”, com palavras fortes, mas sem idéias negativas.

    ·        Mesmo com as ressalvas daquele júri, o editor Enio da Silveira, da Civilização Brasileira, publicou “O Ventre”.

    ·        Hoje estou com 83 anos!

    ·        Por mais que já me pediram, não aceito fazer resenha literária; faço apenas jornalismo.

    ·        A crônica vale para o dia, a literatura é eterna porque permite o autor dialogar com as gerações futuras.

    ·        Por escrever sobre política fui preso várias vezes pelo Regime Militar. A primeira vez, por ataque ao Castelo Branco.

    ·        Depois de 1972, devido a séries de pressões que me atingiram, fiquei enfarado e me afastei completamente da literatura nacional. Passei a ler somente os clássicos. Voltei às lides literárias só mais tarde.

    ·        Ficou muito conhecida no rio a história do pintor Aragão, que saiu do anonimato, pelas mãos da diretora do hospício em se encontrava internado, para se tornar famoso e ter seus quadros valorizados no país e no exterior. Depois de uns tempos, ele não quis pintar mais. Procurado pela imprensa para saber a razão, declarou: “Pintei e ninguém tomou providências”.

    ·       Muitos escritores sentem o mesmo que aquele pintor. E Aragão era um louco.

    ·       Num sonho nítido, meu pai, após 10 anos de sua morte, me entregou um embrulho, onde via claramente a sua caligrafia. Isto me intrigou por um bom tempo. Este fato me inspirou a escrever o livro “Quase Memória” (Prêmio Jabuti 1996) e o fato se tornou o seu primeiro capítulo.

    ·       Adorava o seminário, onde fiquei por sete anos, não porque gostaria de ser padre, mas porque havia de tudo a tempo e a hora. Sentia-me como a Bela, no livro “A Bela e a Fera”.

    ·       Perguntei-lhe: “Carlos Heitor Cony, qual foi sua reação ao ser muito criticado, pela intelectualidade brasileira, por haver aceito a indenização do governo pelos danos materiais e morais sofridos na ocasião do Regime de Exceção”. A platéia do Teatro Pedro II, com 1.300 pessoas, aplaudiu, emocionada, a pergunta.

    ·       Sob o impacto do questionamento, respondeu: “Não senti absolutamente nada. Ignorei o que disseram sobre o caso. Sei que fui o centro de críticas, mas quase nada se falou sobre um empresário que recebeu uma enorme quantia por ter tido seu jornal empastelado e a redação destruída”.

    ·       Sentindo necessidade de falar sobre aquilo que a nação inteira comentara, Cony abriu o coração. “De início, não quis entrar com o processo judicial. Mas vendo que muitos estavam acionando o Estado, resolvi também fazê-lo. E se o fiz não foi pelas prisões e exílio que sofri, mas foi por aquilo que mais me magoou: o seqüestro, por três militares da marinha, de minhas duas filhas no colégio em que estudavam, na época uma criança e uma adolescente”.

    ·       Neste momento, todo o teatro viu as lágrimas brotarem dos olhos do grande intelectual. Emocionado, concluiu enfatizando: “Se o governo me oferecesse toda a Amazônia, pelo que fizeram, eu a aceitaria, porque nem esta pagaria a dor sentida por um pai”.



    Escrito por José Wagner às 16h03
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    33B - Marçal Aquino - Literatura, Jornalismo e Roteiro - Parte 2/2

    MARÇAL AQUINO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h- 24/06/2009

    Jornalista, escritor, roteirista, Prêmio Jabuti

    Literatura, Jornalismo e Roteiro – Parte 2/2

     

    ·       Ao contrário da imprensa, no livro o escritor é autônomo, criando o que quer.

    ·       O roteiro é uma peça técnica, feita em conjunto com os demais (fotógrafos, etc.)

    ·       No romance se diz “A lua estava linda quando João lentamente deixou a casa”. Já o roteiro a frase é seca: “João sai de casa”.

    ·       Minha inspiração vem de frases de pessoas na rua. Bisbilhoto conversas entre as mais diferentes pessoas. Finjo estar falando no celular, mas na realidade ele está desligado, o que me facilita aproximar mais para ouvir melhor.

    ·       Prosa é trabalho. O cérebro não sua, por isto as pessoas não vêem o esforço. Já a poesia é inspiração.

    ·       A partir de um fato real se pode criar uma história. Certa madrugada, no Governo Militar, eu e um motorista do JT nos aproximamos de uma viatura com as carteiras de repórter à mostra. Os dois policiais perfilaram e fizeram continências. Depois me contaram que nos confundiram com a Corregedoria, que os fiscalizava de surpresa. Daí surgiu uma série com sucesso.

    ·       O Autor é ao mesmo tempo todas as personagens, pois pensa por todos eles.

    ·       Se pudesse, escreveria somente livros em vez de roteiros.

    ·       O bom é roteirizar livro de autor morto, que nunca reclama!

    ·       Beto Brant, diretor de “Invasor”, não é fiel ao roteiro. Ele sempre improvisa.

    ·       Conheci, da maneira mais prosaica possível, o jornalista e escritor Uiton Pereira, que publicou alguns livros. É possível que ele venha a ser descoberto daqui a 50 anos. Hoje só pode ser encontrado nos sebos.

     



    Escrito por José Wagner às 19h28
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    33A - Marçal Aquino - Literatura, Jornalismo e Roteiro - Parte 1/2

    MARÇAL AQUINO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h- 24/06/2009

    Jornalista, escritor, roteirista, Prêmio Jabuti

    Literatura, Jornalismo e Roteiro – Parte 1/2

    ·       Está é quarta vez que participo da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto.

    ·       Literatura é o primo pobre do cinema.

    ·       Na realidade, sou um escritor que está emprestado para o cinema.

    ·       O escritor, no fundo, deseja escrever aquele livro que gostaria de ler.

    ·       Eu escrevo para mim, não me importo com o leitor.

    ·       O livro vai nascendo à medida que escrevo, pois se o tivesse concebido inteiramente não conseguiria escrevê-lo.

    ·       Não faço resumo de capítulo para depois desenvolvê-lo. Cada capítulo nasce completo.

    ·       Se um livro surgir completo em minha mente, eu simplesmente o descarto.

    ·       A ironia permite que determinadas palavras mudem o sentido. Ex.: Você é bonito! Bonito, hein?

    ·       A ironia é um recurso de narração na literatura.

    ·       Escrever para a juventude é a maior encrenca. O autor tem a obrigação de prender, seduzir e usar a linguagem da época.

    ·       Com 50 anos, tenho dificuldade de me comunicar com o jovem. Por exemplo, o verbo “ficar” tomou uma conotação difícil para a minha geração.

    ·       Na literatura para adulto digo o que quero. Se o leitor não entendeu o problema não é meu, é dele.

    ·       Parafraseando Drummond, diria que se o leitor não entendeu foi seu ouvido que entortou.

    ·       Literatura ou jornalismo é contar história.

    ·       O substantivo poeta até virou adjetivo. Fulano é poeta!

    ·       Cada livro é sempre um desafio. Mesmo que o autor tenha escrito dez ou mais, o novo livro é também um desafio.

    ·       Jornal não é lugar de literatura, mas de notícia. Nele impera os 5 Qs: Quem? Quando? O quê? Como que? Onde que? Por quê?

    ·       O Jornal da Tarde (JT) incentivava a descrição do local e o contorno do crime.

    ·       No JT ficou célebre a manchete do dia em que morreu o grande pintor: “Picasso morreu, se é que Picasso morre”.

    ·       Quando o jornalismo perdeu o humor, acabou o JT.



    Escrito por José Wagner às 19h25
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    32C - Laurentino Gomes - Livro Reportagem - Parte 3/3

    LAURENTINO GOMES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11h- 24/06/2009

    Jornalista, autor de “1808”, prêmios Ensaio da ABL e Jabuti

    Livro Reportagem – Parte 3/3

    ·       Tratei o meu livro como uma mercadoria que precisa ser oferecida, porque o autor é o melhor garoto-propaganda de sua obra.

    ·       O autor deve possuir um plano de marketing, não podendo deixar apenas para o editor a tarefa de vender.

    ·       Minha agente, a Carmem, fez um monitoramento nos pontos de venda, fazendo merchandising nas livrarias de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre, inclusive com distribuidores.

    ·       O livro é um produto que se compra por impulso.

    ·       Troquei de editora, a Planeta, não por causa de alguns probleminhas, mas porque a nova editora, a Ediouro, apresenta um cardápio que, acredito, atenderá as exigências do mercado futuro.

    ·       Os editores brasileiros ainda não possuem uma estratégia própria de marketing. Quando importam “pacotes”, tipo Harry Potter e Segredo, a estratégia de venda já vem pronta e incorporada.

    ·       No Brasil a desigualdade social tem como raiz a escravidão.

    ·       No tempo do Império, era status social ter um escravo acompanhando seu senhor, para carregar um simples livro ou mesmo um guarda-chuva.

    ·       A Polônia é um dos países com maior índice de escolaridade do mundo. Entretanto, não é o mais desenvolvido por falta de cultura.

    ·       Tive sorte evidentemente com meu livro “1808”. Hoje vivo dos recursos gerados por ele. Todavia, sempre montei a equação de negócio antes de me lançar num empreendimento, e o fiz também como o livro.

    ·       O DVD que lancei é um compacto do livro, como pílulas, com 35 minutos, para vender o livro. Um chamarisco.

    ·       A agenda política do momento é controvertida, tal como bolsa-família, etc. O Brasil possui um passivo. A escravidão ainda não foi zerada. A bolsa-família é uma forma de consolação, mas necessária.

    ·       Temos uma elite que se apropriou do Estado e se esquece do resto.

    ·       No mês que vem, o livro “1822” já deverá estar nas mãos do editor.



    Escrito por José Wagner às 19h40
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    32B - Laurentino Gomes - Livro Reportagem - Parte 2/3

    LAURENTINO GOMES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11h- 24/06/2009

    Jornalista, autor de “1808”, prêmios Ensaio da ABL e Jabuti

    Livro Reportagem – Parte 2/3

    ·       Não possuo equipe de pesquisa, faço tudo sozinho. Mergulhando nos pontos interessantes, descubro fatos importantes que passaram desapercebidos pelos historiadores.

    ·       Não se pode confundir o formato com o conteúdo. O livro papel tem textura, cara e cheiro. A multimídia é mais uma ameaça para o livro papel.

    ·       Daqui para frente tem que se pensar como as comunidades consomem as informações.

    ·       O livro “1808” tem 400 páginas. Foi feito uma edição compacta para o público jovem e um DVD em forma de áudio-livro. Os três formatos se destinam a diferentes tipos de publico. Estou planejando inclusive lançar também em forma de quadrinhos. Tudo isto para despertar o leitor para o livro original.

    ·       Hoje os editores estão disputando mais o tempo das pessoas do que seu dinheiro propriamente dito.

    ·       Até esteira de mala de aeroporto virou veículo de comunicação, através de anúncios nela inseridos.

    ·       Nas grandes transições, como da carruagem para a ferrovia, nenhum empresário da velha atividade migrou para a nova. Hoje, as novas mídias também estão nas mãos dos novos, tais como Google e outros, que dominarão as mídias ultrapassadas.

    ·       Um bom livro, bom de história, vai continuar, será perene, independente do formato.

    ·       Apostar no conteúdo, qualquer que seja o formato.

    ·       Fui a mais de duzentos eventos para divulgar meu livro. O autor precisa botar o pé na estrada.

    ·       Larguei o emprego para me dedicar à divulgação de meu livro.

    ·       Há os grandes veículos de divulgação, tais como o Jô Soares, Globo News, etc. Entretanto, há também os veículos capilares, que são as pequenas cidades, cujo público não frequenta as grandes livrarias do eixo Rio-São Paulo.



    Escrito por José Wagner às 19h39
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    32A - Laurentino Gomes - Livro Reportagem - Parte 1/3

    LAURENTINO GOMES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11h- 24/06/2009

    Jornalista, autor de “1808”, prêmios Ensaio da ABL e Jabuti

    Livro Reportagem – Parte 1/3

    ·       Pela sua estrutura, considero a Feira do Livro de Ribeirão Preto e de Porto Alegre como as melhores do Brasil.

    ·       Meu livro “1808” é um a mais de História do Brasil, porém com sucesso, num mais país pobre de livros em linguagem acessível. Há muitos deste gênero, mas são acadêmicos, escritos por doutor para doutores.

    ·       Não basta que se use uma linguagem acessível, mas também deve dominá-la. Somente lendo autores brasileiros para que especialistas aprendam a empregá-la.

    ·       É necessário que o autor seja transparente, para que o leitor possa distinguir a ficção da verdadeira História.

    ·       Pretendo lançar, em 15 meses, o livro “1822”. Não posso e nem devo subir no salto alto porque obtive sucesso no anterior.

    ·       Estou lendo cerca 100 livros para escrever “1822”. Para “1808” li mais de 150 livros.

    ·       A pesquisa em si é um prazer para mim, desde que não tenha evidentemente pressa.

    ·       Para a elaboração do livro “1808”, abri 28 capítulos no editor de texto de meu computador. Fui cuidadosamente compondo-os.

    ·       Enquanto uma geração não morrer a formatação da mídia permanecerá, convivendo harmoniosamente com o novo.

    ·       O Brasil correu o riso de se fragmentar, como ocorreu com a América Latina. Entretanto, José Bonifácio, devido à ação política, o impediu. A união era feita através de um “inimigo comum”, a libertação dos escravos, que aglutina as elites.

    ·       Numa viagem ao Nordeste, tomei conhecimento da Batalha de Jenipapo, pouco analisada na História do Brasil. Nela participaram dois mil brasileiros, dos quais morreram trezentos e apenas oito baixas no lado português. Abri, imediatamente, um capítulo para esta batalha.



    Escrito por José Wagner às 19h37
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    31 - Sérgio Roxo: Filosofia e Lógica

    SÉRGIO ROXO

    (Em substituição a Edward Lopes e Saulo Ramos)

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h- 23/06/2009

    Advogado e professor de Direito

    Filosofia e Lógica

    ·       Clemenceau, jornalista e político francês, recém-nomeado ministro, acompanhado de amigos, entrando no ministério não encontrou ninguém. Depois de percorrem várias salas, depararam com um único funcionário, que dormia apoiado numa mesa. Os amigos quiseram acordá-lo, mas Clemenceau os impediu, dizendo que se o despertassem ficariam sem nenhum funcionário.

    ·       Caros amigos, eu prometo que não acordarei ninguém neste auditório....rsrs

    ·       Quando chegava a seu jornal, Clemenceau era sempre informado que os repórteres haviam saído à cata de notícias. Colocou um aviso: “Não saiam antes de chegar”. Vocês chegaram até aqui, obrigado.

    ·       Falemos do positivismo lógico.

    ·       Em Viena nasceu, de uma família rica, um rapaz que foi contemporâneo de escola de Hitler.

    o   Após cursar engenharia se interessou por lógica e procurou Bertrand Russell. Em pouco tempo passou de discípulo a debatedor com o mestre. Foi influenciado por ele e o influenciou mais tarde.

    o   Lutou na guerra, como soldado raso, e se tornou prisioneiro no norte da Itália, quando concebeu um livro que mudaria a história da filosofia, “Tratado Filosófico Lógico” – Tratactus Logico - Philosophicus.

    o   John Keynes, o grande economista que é o Guru de Lula e outros presidentes, foi pessoalmente à Itália para interceder pela libertação do jovem.

    o   Este rapaz não quis voltar para as lides acadêmicas dos filósofos, de Cambridge, preferindo ser professor primário em vilas pobres da Áustria. Justificava que nos altos níveis ele sabia responder as perguntas, como as de Keynes, mas não conseguia responder as perguntas formuladas por crianças.

    o   Seu nome é Ludwig Wittgenstein.

    ·       “O que de todo é exprimível, é exprimível claramente; e aquilo que não se pode falar, guarda-se o silêncio.” (Wittgnestein)

    ·       As crianças nos apresentam questões realmente difíceis de serem respondidas como também compreendidas, tais como:

    o   A terça-feira é gorda, por que a quarta é magra?

    o   Por que nas corridas não há jogo?

    §  No mundo da essência: lutar, correr.

    §  No mundo da disputa: o jogo.

    ·       A linguagem é o fundamento de todo conhecimento humano (Norma Fundante)

    ·       “O limite de meu mundo é o limite de minha linguagem”.

    ·       O sonho tem imagens e não palavras. São os sinais analisados pela Simiologia. O diagnóstico médico é feito através de sinais.

    ·       Aristóteles (384-322 a.C) foi o precursor do moderno computador, ao ser o primeiro a estudar lógica. (Conectivos lógicos).

    ·       No Brasil, no campo da Lógica e Filosofia aplicada ao Direito, se distinguiu Lourival Vilanova (UFPE), já falecido; foi considerado o filósofo do Direito brasileiro.

    ·       Alegrou-me sobremaneira saber que em Ribeirão Preto há uma escola secundária que incluiu a lógica no seu currículo. Esta matéria, a meu ver, deveria ser obrigatória em todo o ensino médio do país.

    ·       Minha tese de doutorado é “Conceitos Jurídicos Indeterminados”. Os determinados são facilmente acessíveis. A sedução de uma moça é um conceito indeterminado.

    ·       Se os homens parassem de atirar pedras, eu gostaria de ser pássaro.

     



    Escrito por José Wagner às 14h46
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    30 - Olivier Anquier - Panificação

    OLIVIER ANQUIER

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h- 23/06/2009

    Chef de cozinha francês, formado em letras e filosofia

    Panificação

    ·       Cheguei ao Brasil com 20 anos de idade, mas levei 15 anos para entendê-lo.

    ·       Por parte de mãe, toda minha família é de padeiros tradicionais na França.

    ·       Em 1985, resolvi implantar, no Brasil, a verdadeira indústria de pães franceses.

    ·       Pesquisei a matéria prima e encontrei a farinha de trigo ideal, depois de solicitar amostras a todos os moinhos do país. Depois foi questão de paciência.

    ·       O Plano Real possibilitou ao brasileiro viajar e ter contacto com o que se fazia em matéria de panificação no exterior, principalmente na França. O consumidor adquiriu referência (1994), passando a exigir qualidade.

    ·       Minha mãe implantou, na Austrália, a primeira padaria francesa fora da França. Dela absorvi a estratégia do negócio.

    ·       Inicialmente, passei a fazer no apartamento os diversos tipos de pães e os distribuía, gratuitamente, em todo o edifício. Forjando um encontro casual na recepção, ouvia a opinião dos moradores sobre o pão. Achavam-no pesado e de casca muito dura.

    ·       Adaptei os pães à preferência do brasileiro. Não agredi o gosto das pessoas.

    ·       Montei uma padaria. Os fregueses iam ao meu estabelecimento, acredito, por curiosidade, talvez porque fosse o marido da atriz Débora Block.

    ·       Meu pai foi médico, mas o almoço de domingo era feito por ele. Acordava os filhos às 7 horas; íamos todos com ele a missa e depois a feira para adquirir os produtos para o almoço. Todos os filhos ajudavam-no na cozinha. Isto foi muito bom para a minha formação.

    ·       Não me considero um chef de cozinha, pois não fiz faculdade especializada.

    ·       Nas receitas que constam em meu livro, os pães são feitos com a mão e forno, sem equipamentos especiais.

    ·       Em meu livro “Diário de Olivier”, relato como as encontrei comidas caseiras do país. Eu as descobri usando a ferramenta chamada curiosidade. Minhas fotos não são folclóricas, mas de um Brasil autêntico. Usufruía da intimidade da cozinha das mais simples residências nas minha viagens.

    ·       Hoje meus produtos são distribuídos pela rede Carrefour. Todos fabricados em São Paulo, usando uma mão de obra treinada por mim. Meus padeiros de hoje foram, no passado, serventes de pedreiros durante as construções das instalações da panificadora.

    ·       O segredo do êxito está em diferenciar com autenticidade e de uma maneira sólida.

    ·       O pão cresce porque o fermento se alimenta do açúcar contido na matéria prima.

    ·       Considero que o prato típico brasileiro é o tucupi e o tacacá, que não existem em lugar nenhum do mundo.



    Escrito por José Wagner às 16h39
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    29 - Karolina Kotscho - Cinema

    KAROLINA KOTSCHO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h- 23/06/2009

    Formada em artes plásticas e Roteirista do filme “2 filhos de Francisco”

    Cinema

    ·    Em “2 filhos de Francisco” tive liberdade de levantar a história real da vida dos cantores sertanejos Zezé de Camargo e Luciano. Uma boa história que fui compilando através de entrevistas com seus familiares e terceiros.

    ·       A participação da mãe dos cantores, Da. Helena, foi fundamental no fornecimento de dados e informações.

    ·       Quando se faz uma adaptação de um livro existente para o cinema o trabalho é diferente daquele que o roteirista vai a campo em busca da história.

    ·       O meu livro “Simplesmente Helena”, eu diria jocosamente, é um trailer do filme. As entrevistas que fizemos sobre o filme “2 Filhos de Francisco” somam 3 mil páginas.

    ·       Dos dois, Zezé foi o que mais apoiou o trabalho da elaboração do filme.

    ·       Para a elaboração de um roteiro, há “receitas” como a dos livros de Syd Field, Robert McKee e Christopher Vogler, mas na prática tem-se que:

    o   Conhecer perfeitamente a história que está sendo contada

    o   Conhecer as regras

    o   Conhecer as ferramentas disponíveis na produção.

    ·       Um bom cinema nasce de uma boa história.

    ·       O roteirista é o autor do filme. Ele compra os direitos do autor de um livro ou cria a história através de uma pesquisa.

    ·       A última palavra no filme é a do diretor.



    Escrito por José Wagner às 21h36
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    28 - Frederico Barbosa - Poesia (Café Filosófico)

    FREDERICO BARBOSA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11h- 23/06/2009

    Professor, Poeta, Prêmio Jaboti

    Diretor da Casas das Rosas e Museu da Língua Portuguesa

    Poesia

    (O registro de Frederico Barbosa se encontra também no SIMPÓSIO)

    ·       Meu interesse pela poesia cresceu através da sutileza das palavras, mostrando os movimentos, do poema de João Cabral de Melo Neto dedicado a Ademir da Guia.

    ·       Para conduzir o jovem para uma atividade produtiva tem saber fazer uso da sua paixão por algo e canalizá-la.

    ·       Não se pode impor ao jovem, mas precisa dirigi-lo para aquilo que ele gosta e “sacar” uma relação com a literatura, ciência, etc.

    ·       O poeta e os apreciadores da poesia encontram na Casa das Rosas, Avenida Paulista 37, São Paulo, o que de melhor se faz em poesia no Brasil.

    ·       “A prosa é como o andar e a poesia como o dançar” (Paul Valéry).

    ·       Poema é a palavra impacto.

    ·       Os sons das vogais definem situações ao leitor. As fechadas “ê”, “ô”, “u” dão a sensação de escuro. As abertas “é”, “i”, “ó” libertam a claridade, a luz.

    ·       O crítico literário mostra o que o leitor deixou de perceber. Até mesmo o próprio autor descobre fatos novos quando alertado pelo crítico.

    ·       O site www.fredericobarbosa.com.br é dedicado à poesia e aos poetas.

    ·       Em minha opinião, o maior poeta vivo no Brasil é Augusto de Campos.



    Escrito por José Wagner às 20h37
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    27 - Carlos Manoel Chaparro - O Autor, o Narrador e o "Outro"

    CARLOS MANOEL CHAPARRO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 16h15 - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Encerramento

    Jornalista, professor ECA-USP

    O Autor, o Narrador e o “Outro” nos Deveres e Prazeres da Interação

    ·   O título da matéria tem que sair do primeiro parágrafo, segundo o Manual de Redação.

    ·       O autor tem que construir mentalmente o leitor.

    ·       O jornal a Folha de São Paulo se dirige a leitor com curso superior. Todo veículo de comunicação tem que ter o seu público definido.

    ·       O jornalismo utiliza a ferramenta do uso do presente, os acontecimentos, etc.

    ·       A pauta é o que está acontecendo, na instância do presente, para informação do outro.

    ·       A notícia, reportagem, entrevista e artigo são discursos do jornalismo.

    ·       O autor de um livro socializa o seu próprio discurso, o jornalista o do outro.

    ·       O mundo se globaliza graças à tecnologia da comunicação.

    ·       O jornalismo no passado interpretava os fatos, hoje os apresenta.

    ·       Sujeitos sociais são os agentes geradores de notícia, por exemplo, a palavra do Lula.

    ·       Antes era difícil fazer o fechamento de um jornal por falta de notícias; os repórteres saiam para as ruas à cata de acontecimentos. Hoje, as notícias chegam às redações.

    ·       O jornalismo está se refazendo, para manter a veracidade e enfrentar os discursos que são gerados por outros meios através de fontes interessadas.

    ·       No jornalismo os períodos dos textos não devem exceder 28 palavras.

    ·       No Uso Personativo a palavra define a ação.

    ·       Site www.oxisdaquestao.com.br aborda a mídia, jornalismo e atualidade.

    ·       O jornalismo não está mais nas redações. No Irã, quem está informando é o próprio povo através da Internet.



    Escrito por José Wagner às 19h25
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    26 - Frederico Barbosa - Poesia (Simpósio)

    FREDERICO BARBOSA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h45 - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática sobre Literatura

    Professor, Poeta, Prêmio Jaboti

    Diretor da Casas das Rosas e Museu da Língua Portuguesa

    Dedo na Ferida

     Visões da Poesia Contemporânea Brasileira

    ·       Na comédia apresentada em um dos festivais dedicado a Dionísio, “As rãs”, Aristófanes (450 AC) o deus chorava porque a poesia havia morrido.

    ·       A poesia não morreu e nunca morrerá.

    ·       A prosa, muitas vezes, desvaloriza a poesia para poder sobreviver comercialmente. A poesia precisa colocar o dedo na ferida.

    ·       Na Poesia de Invenção, o poeta quer que o leitor sinta as emoções dele próprio, não as do poeta.

    ·       A Poesia Pós-concreta (depois de 1956) na realidade é toda aquela que lembra que houve a Poesia Concreta.

    ·       Site de poesia www.cronopius.com.br

    ·       Três grandes artífices de nossa língua, para mim, são Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto e Augusto de Campos.

    ·       Dentre outros poemas de Décio Pignatari destaca-se “Organismo”.

    ·       Augusto de Campos, dentre excelentes livros de poema, destaco “Mellarme”.

    ·       Há uma geração de novos poetas que se destacam no cenário nacional, tais como Alice Ruiz (1946), Ruy Proença (1950), Lau Siqueira (1957), Valéria Tarelho (1962), Greta Benitez (1971), Tatiana Fraga (1986). 



    Escrito por José Wagner às 17h42
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    25 - Mario Frungillo - Arte e Política na Obra de Thomas Mann

    MÁRIO FRUNGILLO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14h45 - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática sobre Literatura

    Professor UNICAMP

    Arte e Política na Obra de Thomas Mann

    ·        Em “Morte em Veneza” (1912), Thomas Mann apresenta um personagem que é um escritor famoso.

    ·        São comentadas as características do personagem de “Morte em Veneza”.

    ·        Em 1929 Thomas Mann recebe o Nobel de literatura.

    ·        Sua característica política é manifestada ao longo de sua vida, desde Alemanha, Suíça e finalmente Estados Unidos.

    ·        Evoluindo como escritor e em suas convicções, já está politicamente maduro quando publica “Doutor Fausto” (1947).



    Escrito por José Wagner às 11h13
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    24 - Eric Mitchel: O Jogo Narrativo nas Novelas de Hilda Hilst

    ERIC MITCHEL

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14:45 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática sobre Literatura

    Professor UNICAMP

    O Jogo Narrativo nas Novelas de Hilda Hilst

    ·       Clarice Lispector só fez sucesso no Brasil quando os franceses começaram a traduzi-la.

    ·       Hilda Hilst será traduzida para o inglês; assim, fará, provavelmente, sucesso no Brasil.

    ·       Esta escritora precisa ser interpretada com profundidade, caso contrário, não se compreende, em um de seus livros, o significado do caderno preto do pai, contendo pornografia, e o caderno cor de rosa da menina de 8 anos.

    ·       “Ulisses”, de Jaime Joyce, foi um livro proibido nos Estados Unidos nos anos 20.

    ·       Em “Ulisses” há 40 páginas sem pontuação, como Saramago. Hilda Hilst faz o mesmo. Esta é uma técnica para descrever o que se passa na cabeça, ou seja, no pensamento, que é atemporal.

    ·       Em “Unicórnio”, de Hilda Hilst há vários narradores. O mesmo se dá no livro de Gênesis, da Bíblia, quando o narrador de Adão e Eva muda. Isto somente se nota quando se lê o original em hebraico, o que faço com facilidade.

    ·       Hilda Hilst descobre suas próprias vozes. Ela analisa melhor que James Joyce a interioridade do ser humano.

    ·       Ela é uma autora que se torna difícil para o leitor brasileiro.

    ·       O tradutor não precisa ser um especialista em língua francesa para traduzir para o francês, mas sim em literatura francesa.



    Escrito por José Wagner às 18h26
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    23 - José Aparecido da Silva: A Importância da Divulgação do Conhecimento Cietífico

    JOSÉ APARECIDO DA SILVA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática sobre Jornalismo Científico

    Professor USP-RP

    A Importância da Divulgação do Conhecimento Científico

    ·       A filosofia da ciência propicia perspectiva histórica e reflexiva.

    ·       Principalmente na biomedicina, onde há avanços extraordinários, as notícias de pesquisas podem levar as pessoas a criarem falsas perspectivas.

    ·       O uso de metáforas, de analogias, ajuda a explicação ao grande público.

    ·       O preço do uso da metáfora é a eterna vigilância.

    ·       Ao redigir, o jornalista não deve ser demasiadamente didático, para não ofender a inteligência do leitor.

    ·       Relatar histórias nas reportagens para não torná-las puramente descritivas.

     



    Escrito por José Wagner às 17h37
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    22 - Francisco Belda: Divulgação Científica e Interativa

    FRANCISCO BELDA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática sobre Jornalismo Científico

    Jornalista e Professor - Ministério da Ciência e Tecnologia

    Divulgação Científica Multimídia e Interativa

    ·       Segundo estatísticas o brasileiro se interessa pelos assuntos:

    o   Esporte 47%

    o   Ciência 41%

    o   Moda 28%

    ·       A questão está em divulgar as publicações para o grande público.

    ·       Há possibilidades de inovação chamativas, com o uso de:

    o    Humor

    o    Ironia,

    o   Irreverência

    o    Charges ilustrando textos.

    ·       Tem que se usar o “fio condutor” entre a fonte e o leitor.

    ·       Os meios preferidos para a comunicação:

    o   Multimídia

    o   Serviços, tais como rede de computadores.

    o   Convergências de mídia, tais como interatividade deTV, rádio, Internet, etc.

    o   Imersão na Internet, tais como site/blog, twiter, flick, youtube, etc.

    ·       O “lead” ou aportuguesado “lide” é o fundamental para prender o leitor a uma determinada matéria.

    ·       “Lead” é a primeira parte de uma notícia, que fornecesse ao leitor a informação básica sobre o assunto e pretende prender-lhe o interesse.

    ·       Podcast é uma publicação de arquivos de mídia digital, em forma de áudio, vídeo, foto, PPS, pela Internet, através de Feed RSS, que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização.



    Escrito por José Wagner às 16h34
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    21 - Marcelo Leite: Ciência: Use com Cuidado

    MARCELO LEITE

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática sobre Jornalismo Científico

    Jornalista da Folha de São Paulo

    Ciência: use com cuidado

    ·       As personalidades da cultura geral são conhecidas do grande público. O mesmo não se dá na cultura científica.

    ·       Na cultura científica devem ser destacados e passarem a ser conhecidos, como por exemplo:

    o   Jacque Monod e François Jacob: Nobel de fisiologia 1965 e responsáveis pela descoberta das atividades reguladoras no interior das células.

    o   James Watson e Frances Crick autores do modelo de dupla hélice para a estrutura da molécula do DNA.

    o   Erwin Schrödinger: Nobel de física 1933, pela sua contribuição com a mecânica quântica.

    o   Erwin Chagaff: bioquímico, geneticista, descobridor das duas regras que levaram a descoberta da estrutura de dupla hélice do DNA.

    o   Linus Pauling: Nobel de química 1954 e da paz em 1962. Destacou-se na química quantum, biologia molecular e medicina ortomolecular. Era um apologista da vitamina C.

    o   E. Mayer: biologista evolucionista

    o   E. O. Wilson com trabalhos no campo da ecologia, evolução e sociobiologia.

    o   R. Dawkins: etologista, biologista evolucionista e autor de ciência para o grande público.

    o   No Brasil destacam-se no campo da física nuclear Cesar Lattes e J. Leite Lopes.

    ·       Para se ter cultura tem que se passar pelo campo das pesquisas tecnológicas.

    ·       Na agenda internacional, tem que se conhecer os tópicos:

    o   Mudança climática global

    o   Dilemas éticos: células tronco, embriões, privacidade genética, reprodução assistida, clonagem, alimentos transgênicos, nanotecnologia.

    o   Energia: nuclear, hidrelétrica na Amazônia e as energias alternativas.

    o   Escacez de água no planeta.

    ·       Descubra a ciência e reflita antes de usá-la.



    Escrito por José Wagner às 15h28
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    20 - Augusto Damineli: E Espaço Cósmico: da Terra Plana a N Dimensões

    AUGUSTO DAMINELI

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática Especial “2009 Ano Internacional da Astronomia”

    Professor, astrônomo, Instituto Astronômico e Geofísico/USP

    O Espaço Cósmico: da Terra Plana a N Dimensões

    ·       As pessoas têm uma visão normal tridimensional do espaço. Há um século esta dimensão foi descartada.

    ·       Hoje, a visão bidimensional é escrita na linha do horizonte, com a mesma gravidade.

    ·       O espaço e o tempo criam toda a física.

    ·       Os povos primitivos já possuíam a noção do deslocamento do sol, dividindo o céu em dois segmentos, isto é, saindo do zero, passando pelo máximo e desaparecendo no horizonte.

    ·       Para todas as religiões, o que está acima é perene.

    ·       Os gregos já observavam o zodíaco. Eratóstenes, século III AC, vendo eclipses, concluiu que a Lua está suspensa, como nós também.

    ·       Os gregos mediram a distância da Lua à Terra através da triangulação, empregando a geometria dos egípcios. O espaço mental dos gregos começou a crescer.

    ·       No ano de 1500 Copérnico inicia a sua teoria do heliocentrismo.

    ·       A burguesia mostrava as alturas como sua origem. Com a física newtoniana, os burgueses utilizaram a teoria da gravidade para provar que os maiores atraem os menores. A mecânica quântica ultrapassou os poderes.

    ·       A natureza não dá saltos. Tudo tem a mesma origem no Universo.

    ·       Viemos de uma estrela, somos portanto herdeiros de uma unidade cósmica.

    ·       Einstein demonstrou que nada propaga mais rápido que a luz.

    ·       Através do espaço quadridimensional, vemos o passado, o que nos permite recuperar a história do Universo.

    ·       Os buracos negros poderiam ter até mesmo 10 ou 11 dimensões!

    ·       Teoricamente, o espaço de N dimensões pode ser dominado por um aluno de primeiro ano de engenharia no estudo da Geometria Analítica e a Álgebra Linear, mas na astrofísica o problema não tem esta simplicidade.



    Escrito por José Wagner às 11h53
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    19 - Sérgio Mascarenhas: Literatura e Ciência: A Terceira Cultura para o Século XXI

    SÉRGIO MASCARENHAS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática Especial “2009 Ano Internacional da Astronomia”

    Professor USP – São Carlos

    Literatura e Ciência: a Terceira Cultura para o Século XXI

    ·       No mural “A Escola de Atenas”, Rafael de Sanzio (1483-1520), com 56 figuras, representa os variados conhecimentos, como a filosofia, astronomia, matemática, física, biologia, humanidades, etc. O pintor destaca Platão, com o indicador apontando para cima e Aristóteles com a mão espalmada para baixo.

    ·       Platão busca o conhecimento pelo pensamento abstrato e Aristóteles pela investigação empírica da natureza material.

    ·       Há falta de respeito entre a literatura e a ciência. O literato se admira que o cientista desconheça Shakespeare e este, por sua vez, fica abismado que o primeiro ignore a 2ª Lei da Termodinâmica.

    ·       C. P. Snow, em “As Duas Culturas” (1959), aponta o fosso entre a cultura humanístico-literária e a cultura científico-tecnológica.

    ·       Deve haver respeito e entendimento entre literatura e ciência.

    ·       O prazer é parte essencial da vida humana, questão de sobrevivência, de co-evolução, incluindo seres e o ambiente, com mostra o modelo de Gaia (James Lovelock e Lynn Margulis).

    ·       “A ordem é o prazer da razão, mas a desordem é o deleite da imaginação.” (Paul Claudel).

    ·       A convergência entre a ciência e a tecnologia é o grande acontecimento do século XX. A convergência entre o humanismo e o método científico é a meta.

    ·       A intuição deve levar a dedução. A intuição permite que se escale uma montanha e, atingido o cume, descortina-se a dedução.

    ·       Poderia estudar o cérebro para compreender as atitudes humanas.

    ·       Como exemplo, o entrosamento da literatura com a ciência: Epopéias (Ilíadas e Odisséia (Homero), Eneida (Virgílio), Gênese (Bíblia). Tudo isto está na estrutura humana.

    ·       Marco Pólo: a história fascinante, de literatura, contendo a história.

    ·       Júlio Verne é um exemplo da terceira cultura.

    ·       Lusíadas: a descoberta do novo mundo.

    ·       No Brasil, Monteiro Lobato fez a literatura do futuro, inclusive para crianças.

    ·       Destacam-se também no Século XX José Reis, na sessão Periscópio, na Folha de São Paulo; Clodovaldo Pavan; Ruth Rocha que escreve para crianças sobre ciência; Ana Flora, com dois prêmios Jabuti, escreve também para crianças.

    ·       Isaac Newton: “O conhecimento humano é como o diâmetro de uma esfera: quanto mais aumenta, mais aumenta a superfície em contato com o desconhecido”. (S = π D²)



    Escrito por José Wagner às 18h45
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    18 - Gustavo Rojas: Ano Internacional da Astronomia: 400 Anos de Descobertas

    GUSTAVO ROJAS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática Especial “2009 Ano Internacional da Astronomia”

    Professor UFSCar

    Ano Internacional da Astronomia

    400 Anos de Descobertas

    ·       Aqui na Feira do Livro, na Praça Carlos Gomes, está um telescópio, com o qual podem ser admirar Saturno e estrelas.

    ·       Estamos há 400 anos após Galileu ter colocado seu telescópio no céu.

    ·       Hoje, 2009, 141 países passam a levar a astrofísica à população.

    ·       O telescópio é um dos mais importantes instrumentos descobertos pelo homem.

    ·       Tudo que temos hoje é o universo – e o universo está dentro de cada um de nós, sendo que houve uma época que isto estava dentro de uma estrela.

    ·       No Brasil, qualquer um pode se inteirar das últimas descobertas da astrofísica através do site www.astronomia2009.org.br

    ·       Objetivo do Ano Internacional da Astronomia:

    o   Levar conhecimento ao povo

    o   Passar a imagem do cientista moderno

    o   Aumentar a rede de pesquisa, infelizmente, pouco presente na África

    o   Maratona da Via Lacta: dar uma nota para qualidade que as cidades verão o céu.

    ·       Em abril de 2009, "100 h de astronomia" ficou 24 horas na Internet.

    ·       Educação: serão distribuídos um milhão de telescópio simples, tipo Galileu, para as pessoas do mundo todo.

    ·       Já se encontra na Internet o Portal do Universo, como banco de dados para o público.

    ·       A descoberta de Galileu foi a mais importante. Não foi ele o inventor do telescópio, mas sabendo da sua existência na Holanda, ele construiu o seu.

    ·       Galileu observou a Lua e outros astros, observou as fazes de Venus e que o Sol é o centro de nosso sistema.

    ·       Galileu publicou apenas dois livros.

    ·       Sobre a física de Galileu, Newton desenvolveu a sua física.



    Escrito por José Wagner às 16h58
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    17 - Gerson T. dos Santos: O Sagrado e a Cultura: Apontamentos Semióticos

    GERSON T. DOS SANTOS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 9 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática de Cultura

    Professor UNICASTELO - SP

    O Sagrado e a Cultura: Apontamentos Semióticos

    ·       Cultura etimologicamente do latim “colere”, que significa cultivar, termo originalmente ligado às atividades agrícolas. No grego “pandeia”, que significa a própria cultura a partir da educação. Para os romanos “humanitas”, no sentido mais amplo do conhecimento humano.

    ·       O ser humano, como a cultura vegetal, precisa ser cuidado para se desenvolver.

    ·       Cultura é vista como civilização, mas há diferenças.

    ·       A concepção evolucionista de cultura (Morgan) estabelece a sequência: os coletores (selvagens), o barbarismo e a civilização.

    ·       Comte, estribado na teoria positiva, descarta a metafísica e coloca a ciência no lugar das crenças religiosas. Certos antropólogos ainda seguem esta teoria.

    ·       Em “Pensamento Selvagem”, Lévi-Strauss altera as concepções anteriores.

    ·       Há divergências entre autores sobre concepção de cultura como civilização.

    ·       A Semiótica, ciência dos signos e da semiose, estuda os fenômenos culturais como sistemas de significação.

    ·       A semiótica estuda os signos da natureza e da cultura (Peirce).

    ·       O signo representa desde um objeto até o mundo de uma determinada forma.

    ·       A intersemiose é a leitura de signos representados por outros signos. Ex. o cinema.

    ·       O morcego vê o mundo por radar, a formiga se comunica com o mundo através de feremones. O ser humano vê de uma maneira ampla.

    ·       O cosmo fala dentro de nós, por isto o entendemos.

    OBS.: Para aprofundamento, nesta matéria complexa, ver o trabalho "Abdução e sinequeismo: pedras angulares para uma semiótica do sagrado" - Gerson Tavares dos Santos - UNICASTELO



    Escrito por José Wagner às 16h25
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    16 - João Carrascoza: O Cinema como Leitura de Mundo

    JOÃO CARRASCOZA

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 9 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Mesa Temática de Cultura

    Professor ECA-USP

    O Cinema como Leitura de Mundo

    ·       Literatura é ler, interpretar, perceber. É contração dos sentidos e interpretação do mundo.

    ·       O mundo é um enigma, decifra-me ou o devoro.

    ·       Ler, segundo Paulo Freire, a partir de seu mundo, sua real necessidade, com percepção crítica do mundo antes da memorização mecânica. Ler o mundo antes da palavra.

    ·       Vejam e interpretem o filme “Abril Despedaçado”, com roteiro adaptado ao Nordeste brasileiro: o menino, analfabeto, abre o livro, tenta lê-lo e solta o seu imaginário.

    §  Olha a sereia, que não faz parte de seu mundo, mas a imagina.

    §  Cada texto lido é um olhar, de todos os sentidos.

    §  O ato de ler é desafiante e leva a enfrentar a autoridade do pai.

    §  O mundo real invade a leitura – o livro é tomado pelo pai.

    ·       Quem não sabe ler, o mundo não constrói sua cidadania.

    ·       Quem não lê não escreve.

    ·       Ler é olhar.

    ·       Vejam e interpretem o filme “O Carteiro e o Poeta”.

    ·       Para ser poeta é preciso olhar o mundo, sair do pensamento hegemônico.

    ·       Quem lê vai escrever para repetir o mundo.

    ·       O leitor semiótico absorve como se tivesse lido várias vezes.

    ·       Ler é reler o mundo.

    ·       O mundo é uma leitura do mundo.

    ·       O cinema pode ser uma segunda leitura.

    ·       Recomendo a leitura do texto, de Clarisse Lispector, “Evolução de uma Miopia”.



    Escrito por José Wagner às 12h29
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    15 - Regina Zilberman: O Legado da Literatura

    REGINA ZILBERMAN

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 9 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Professora da UFRGS

    O Legado da Literatura

    ·       “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos (1938), deve ser analisado e comentado cuidadosamente, por isso o faço agora.

    ·       Graciliano Ramos não foi o primeiro a escrever sobre a retirada dos nordestinos. Outros já o fizeram antes, como Raquel de Queiroz.

    ·       Hoje, a auto-ajuda bate todas as demais áreas, sobretudo as narrativas e imaginárias.

    ·       Fabiano, em “Vidas Secas”, gratuitamente, dá sua auto-ajuda, sem o comércio que envolve esta área.

    ·       Ler enriquece a mente do indivíduo.

     



    Escrito por José Wagner às 11h04
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    14B - João Camilo dos Santos: Literatura Portuguesa na Europa e Estados Unidos - Parte 2/2

    JOÃO CAMILO DOS SANTOS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 8 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Professor do Centro de Estudos Portugueses

    Universidade da Califórnia – Santa Bárbara - EUA

    Literatura de Língua Portuguesa na Europa e Estados Unidos – Parte 2/2

     

    ·       A concorrência entre o português e o espanhol nas universidades é um fato.

    ·       Atualmente há vinte alunos na graduação e cinco na pós-graduação na área da língua portuguesa na Universidade de Santa Bárbara, na Califórnia.

    ·        A literatura é uma experiência virtual. Um campo importante é o dos comentadores de texto, aplicável ao direito e demais áreas. Comentar é separar a idéia principal das secundárias.

    ·       “Casa Grande e Senzala” é uma obra importante para análise da questão racial.

    ·       Na universidade usa-se Eça de Queiroz e Machado de Assis como principais representantes da literatura portuguesa.

    ·       Guimarães Rosa é o Jaime Joyce brasileiro. Ele é difícil, seu vocabulário o é até para mim.

    ·       É mais fácil ensinar e interpretar poesias do que prosa.

    ·       A tradução é um assunto complicado. No ensino, a língua é distinta da literatura. É preferível que se crie a especialidade na tradução.

    ·       Uma língua é questão de mercado. O espanhol é, hoje, a segunda língua oficial, enquanto o português está entre as cinco mais faladas.

    ·       A reforma ortográfica só o tempo resolverá. As gerações vão fazendo a transição lentamente.

    ·       A imagem de um país carrega a língua. O espanhol, os touros; o Brasil, o futebol e o samba. Portugal o fado, apesar de ser triste.

    ·       As palavras têm o sentido que as pessoas entendem e não o significado real que possuem.  Por exemplo, americanos, todos entendem do que se trata de habitantes dos Estados Unidos da América, apesar de americano s são todos os das três Américas.

    ·       As palavras possuem uma cara. Optimo e ótimo são diferentes! É como o mesma rosto com ou sem bigode.

     



    Escrito por José Wagner às 10h01
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    14A - João Camilo dos Santos: Literatura de Lingua Portuguesa na Europa e Estados Unidos - Parte 1/2

    JOÃO CAMILO DOS SANTOS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 8 h - 22/06/2009

    SIMPÓSIO

    CIÊNCIA, LITERATURA E CULTURA

    Professor do Centro de Estudos Portugueses

    Universidade da Califórnia – Santa Bárbara - EUA

    Literatura de Língua Portuguesa na Europa e Estados Unidos – Parte 1/2

    ·       Após fazer línguas românicas na Universidade de Lisboa fiz o doutorado na França.

    ·       Na década de 60, predominava a influência francesa em Portugal, tanto nas universidades como fora dela.

    ·       Após minha estada na Noruega me libertei da influência francesa.

    ·       Na França nem todos eram estruturalistas.

    ·       Em 1989, fui para os EUA onde há mais liberdade do que na França.

    ·       Nos EUA as universidades são mais abertas, mas há pressões para que se ensine como eles ensinam e a ideologia é forte no ensino da literatura.

    ·       Na universidade estamos para encontrar a verdade e combater os temas de lugar comum, como a relação homem e mulher.

    ·       Na França, a língua portuguesa está em várias universidades, na Noruega ainda há pouco.

    ·       No s Estados Unidos, França e Portugal o ensino de literatura está em crise porque não há alunos, devido à falta de emprego na área.

    ·       A literatura comparada possui mais alunos, onde se compara a literatura portuguesa e brasileira com a mundial.

    ·       Um aparte do auditório: “Se escrevêssemos em inglês, seríamos os melhores do mundo”, citando Mario de Andrade.

    ·       Paulo Coelho é conhecido nos Estados Unidos, Machado de Assis fica nas estantes mais escondidas das livrarias.

    ·       Compete às editoras brasileiras levarem seus livros às feiras americanas e divulgá-los.

    ·       O governo brasileiro e português deveria apoiar a tradução de escritores clássicos para o inglês. Os contemporâneos que se virem.

    ·       A cultura é uma mercadoria como outra qualquer.

     



    Escrito por José Wagner às 10h00
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    13 - Muniz Sodré: Cultura e Comunicação

    MUNIZ SODRÉ

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 17 h - 21/06/2009

    Professor UFRJ, escritor, pesquisador de comunicação e cultura,presidente da Biblioteca Nacional, com 30 livros publicados

    Cultura e Comunicação

    ·       Luta é a instalação das contradições.

    ·       Não temos conflitos raciais, temos complexos.

    ·       O intelectual que escreve sobre racismo, e não o vive, é um inocente.

    ·       Aquele que lê autores clássicos, sem ouvir o visinho, será um escritor inocente.

    ·       Escrever sobre objetos mortos é tarefa fácil, por exemplo, a matemática. Escrever sobre objeto vivo é perigoso, por exemplo, uma tribo de índios, que sofre mutações.

    ·       O negro, no Brasil, participou da base da cultura, como professores de piano, de matemática.

    ·       O esporte nacional é falar mal de nós mesmos.

    ·       Deveríamos ter apenas dois tipos de pele: a clara e a escura.

    ·       A pele clara no Brasil é um patrimônio!

    ·       O que não pode ser dito, deve-se calar.

    ·       Sou a favor das cotas nas universidades, não por ela em si, mas para marcar o espaço contra o discurso da cultura européia.

    ·       O índio brasileiro civilizou o europeu, como tomar banho diário, comer frutos da terra, etc.

    ·       O Supremo Tribunal liberou o uso do diploma de jornalismo baseado na liberdade de expressão.

    ·       Descobrir o sorriso é descobrir que não é gênio.

    ·       O homem tem que se adaptar às novas condições. Ou se adapta ou se morre. No Canadá, devido ao desequilíbrio ecológico, surgiram nas florestas, onde vivem os alces, um tipo de cipó, que de início se tornou um novo tipo de alimento para estes animais. Com o passar do tempo, os cipós atingiram as árvores e os alces morriam tendo seus chifres engastalhados nesta nova vegetação.

    ·       Patrimônio: o pai deixa a fábrica ou a fazenda para o filho, não porque ele será o melhor dirigente, mas porque ele é seu filho.

    ·       As notas musicais são diferentes, mas não são conflitantes. Assim deve ser a sociedade.



    Escrito por José Wagner às 17h24
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    12 - Eliane Brum: Jornalismo

    ELIANE BRUM

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15 h - 21/06/2009

    Jornalista da revista Época, com mais d 40 prêmios,

    como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna, Açorianos,

    Sociedade Interamericana de Imprensa e Jabuti

    Jornalismo

    ·       O repórter é um contador de histórias ricas.

    ·       Só sabe contar histórias quem conhece a finitude da vida.

    ·       É nas nossas fragilidades que nos encontramos.

    ·       Algumas mortes são mais importantes porque algumas vidas são mais importantes.

    ·       Hoje, quem não é celebridade se sente esmagado.

    ·       O repórter olha pelo ângulo da dúvida.

    ·       Há muita gente que já viu mas não vê.

    ·       Nossa vida é singular; se não fizermos ninguém o fará.

    ·       “O mundo é bom, só é mal freqüentado”, disse um mendigo ao ser entrevistado.

    ·       Prefiro abordar assuntos do cotidiano e não os acontecimentos, tais como um pai que joga um filho pela janela.

    ·       Não ser visto e reconhecido pelo mundo, devido à singularidade, é o que oprime.

    ·       Olhar para o outro como personagem folclórico é um crime jornalístico.

    ·       Quando escutado o “louco”, ele deixa de ser folclórico e mostra sua inquietude.

    ·       A escuta é algo que não controlamos com os nossos sentidos. Ela nos abre para o espanto, porque é subversiva.

    ·       Escutar é mais que ouvir.

    ·       Mudar a relação com a morte é mudar a relação com a vida.

    ·       Quem não escuta com delicadeza atropela a narrativa.

    ·       Para escutar basta apenas perguntar: onde você nasceu?

    ·       Olhar e escutar para saber a história.



    Escrito por José Wagner às 16h28
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    11 - José Miguel Wisnik: Literatura e Futebol

    JOSÉ MIGUEL WISNIK

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14 h - 21/06/2009

    Escritor, professor de literatura e ensaísta,

    autor de “Veneno Remédio – o Futebol e o Brasil”

    Literatura e Futebol

    ·       O que acontece com o futebol é o mesmo que se dá com a música, não há palavras, não há estatísticas.

    ·       O futebol de garra é nome de acontecimento.

    ·       Não sendo retida como no futebol americano, a bola não tendo controle, com os improvisos, marca a epifania da forma.

    ·       O goleiro é o personagem feminino simbolicamente, vestido, no passado, de preto e sempre preso às traves. O único que usa as mãos.

    ·       Após 70, os goleiros se libertaram, passando a usar roupas coloridas, começaram a se afastar do gol.

    ·       Em poesia, seria a figura da hipérbole, o que Pelé soube aproveitar muito bem, fazendo gols à distância, cobrindo o goleiro.

    ·       O “xmetro”, quando Pelé faz um “X” na frente do goleiro, passa, volta e pega a bola novamente.

    ·       No futebol há dimensões épicas, que são ações heróicas, as dramáticas, trágicas, cômicas, líricas e patéticas. Tudo isso o faz mágico.

    ·       Pode ser jogado em qualquer lugar, desde várzeas, com adaptações ao tamanho do campo e até mesmo à quantidade de jogadores.

    ·       Produz ludismo gratuito.

    ·       Garrinha é o poeta que brinca com o tempo.

    ·       No Museu da Bola, na Europa, na história da esfera, Garrincha dança diante da bola, num círculo de luz e movimento.

    ·       Futebol é arte mais jogo, com seu aspecto antropológico e psicológico, abre uma ligação com a literatura.

    ·       Jogar em poesia é o drible poético, metafísico e ôntico no vai-e-vem.

    ·       O futebol incorpora o acaso e a gratuidade.  Por essa razão que o americano não o adotou de início, pois não concebe, pela sua cultura, que se faça um trabalho e se chegue a um zero a zero.

    ·       “O Gravatinha e o Sobrenatural de Almeida”, para lembrar Nelson Rodrigues.



    Escrito por José Wagner às 15h54
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    10B - Tirso Saenz: Che Guevara - Parte 2/2

    TIRSO SAENZ

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13 h - 21/06/2009

    Engenheiro e escritor cubano autor de “O Ministro Che Guevara”

    Che Guevara – Parte 2/2

    ·       Cuba se manteve graças à determinação de Fidel, a participação ativa do povo e ajuda técnica soviética.

    ·       Em 1962, Che afirmou que o açúcar deveria se transformar num subproduto com a agregação de valores.

    ·       Exigente, Che até aceitava o erro, mas era intransigente com a negligência.

    ·       Em o “Diário do Congo”, fazendo sua autocrítica, Che se reconhece com o temperamento explosivo. De fato ele o era, mas sempre o fazia com razão.

    ·       Che, quando ministro, criou a multa por falhas profissionais, descontando do salário do responsável o número de dias de prazo não cumprido.

    ·       Che determinou que o vice-ministro visitasse uma distante fábrica de chapéu de palha. Ele se esqueceu e foi multado em 30 dias de salário. Disse Che, “Não é pela importância da fábrica, mas pela importância de prestigiar os operários”.

    ·       Quando chegamos de volta de uma inspeção, às 16 horas, ao refeitório, depois de um dia estafante, nos serviram um enorme bife. Che o devolveu, inclusive o meu, afirmando que se o povo não tinha aquele privilégio ele também não o teria.

    ·       A tática de Che era criar equipe de trabalho, discutir as idéias a começar das suas.

    ·       Che nunca aceitava de início uma idéia. Se o autor não quisesse defendê-la, ele a desprezava.

    ·       A frase atribuída a Che “Tem que se endurecer, sem jamais perder a ternura” não é conhecida em Cuba. Vim conhecê-la no Brasil.

    ·       Che admirava a poesia. Antes de partir para o Congo, gravou poemas para a esposa.

    ·       Ele era tímido, mas com grande senso de humor.

    ·       Num almoço com um alto funcionário da União Soviética, apenas eu fui de terno e gravata. Che apresentou-me a este funcionário como “representante da burguesia nacional”.

    ·       Pelas suas qualidades, Che não é apenas um exemplo do passado, mas do futuro.



    Escrito por José Wagner às 14h47
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    10A - Tirso Saenz: Che Guevara - Parte 1/2

    TIRSO SAENZ

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 13 h - 21/06/2009

    Engenheiro e escritor cubano autor de “O Ministro Che Guevara”

    Che Guevara – Parte 1/2

    ·       Formei-me nos EE.UU, como engenheiro químico. Trabalhava numa multinacional em Cuba, desde 1955, e nunca pensara em política.

    ·       Em 1959, com a vitória da Revolução Cubana, de posse de uma carta da direção da empresa, tentei obter o visto para imigração para os EE.UU. Negaram-na com a justificativa que estava havendo uma fuga de cérebros do país.

    ·       Os executivos da multinacional em que trabalhava deixaram Cuba, coubendo-me assumir sete cargos simultaneamente, na fábrica de material para higiene pessoal.

    ·       Não havia matéria prima e o povo necessitava, pelo menos, de sabão. Dei tudo de mim e consegui que a indústria não parasse a produção. Por esta razão, em torno de cinco meses, fui considerado pelo governo como um engenheiro revolucionário.

    ·       Minha intensa atividade na empresa me levou a ser indicado para a vice-diretoria do Instituto Cubano de Petróleo.

    ·       Senti-me na obrigação de explicar a Che Guevara, então chefe do Departamento de Industrialização, a minha situação política, inclusive de ter tentado deixar o país. Consegui uma entrevista, que durou 5 minutos, às 2 horas da madrugada.

    ·       Para Che, abandonar o país era traição. Disse-me que, se não pretendia mais deixar Cuba, eu me tornava um dos seus. 

    ·       Deixaram o país 50% dos médicos, passando de seis mil para três mil e restaram apenas 700 engenheiros.

    ·       Cuba, a 140 km dos EE.UU não podia importar nada desse país. O pior do bloqueio era que os navios que aportassem na ilha ficariam proibidos de entrar em portos norte-americanos.

    ·       O país de Fidel Castro ficou sem peças de reposição e sem técnicos; conseguiu superar as inúmeras dificuldades graças à garra dos trabalhadores.

    ·       As constantes agressões por parte da direita eram visivelmente apoiadas pelos EE.UU, com ficou caracterizado na Baia dos Porcos.

    ·       Em 1961, Che é nomeado Ministro de Indústria.

    ·       Em 1962 Cuba produzia 35 mil toneladas de petróleo, atualmente quatro milhões.



    Escrito por José Wagner às 14h45
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    09B - Adriana Calcanhotto: Experiência Literária - Parte 2/2

    ADRIANA CALCANHOTTO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 10 h - 21/06/2009

    Cantora, autora do livro “Saga Lusa”

    Experiência Literária – Parte 2/2

    ·       Foi há um ano o surto.

    ·       Só tinha a noção do dia e da noite.

    ·       Desde pequena comecei a ler, incentivada por uma tia.

    ·       Na adolescência, descobri a poesia.

    ·       Durante o surto psicótico, vinham à mente os textos lidos. Vinham prontos.

    ·       Um amigo psiquiatra me disse: “Se você fez, você faz”.

    ·       Doente, dei uma entrevista para a televisão espanhola. Não deveria tê-la dado, pois estava péssima.

    ·       Nunca ouvi um CD meu, depois de pronto. Nunca li mais meu livro.

    ·       Não penso em escrever outro livro.

    ·       Logo que melhorei, fiz um show na cidade do Porto, mas estava fraca.

    ·       Somos seres solitários. Se você não se considera solitário, se sentirá mal, ao olhar, por horas, o teto vazio de um hospital.

    ·       Gaucha, estou no Rio há 20 anos.

    ·       Durante o surto, nada de música. Suava nas mãos, o que me impossibilitava de segurar o violão.

    ·       Falo do passado, do livro, porque minha gravadora chegou a considerar que a minha carreira havia acabado.

    ·       Não escrevo poesia sem música. Não consigo letra sem música.

     



    Escrito por José Wagner às 21h13
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    09A - Adriana Calcanhotto: Experiência Literária - Parte 1/2

    ADRIANA CALCANHOTTO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 10 h - 21/06/2009

    Cantora, autora do livro “Saga Lusa”

    Experiência Literária – Parte 1/2

    ·       O livro “Saga Lusa” foi escrito, em tempo real, durante a crise.

    ·       A turnê por Portugal, incluindo Lisboa e Porto era repleta de compromissos.

    ·       Devo ter deixado o Brasil com o vírus da gripe. No vôo, não dormi e não havia comida vegetariana.

    ·       Em Portugal, dei muitas entrevistas na rua.

    ·       No primeiro show, faltou energia elétrica, fato raro naquele país. Fiquei na coxia, por longo tempo e passando frio.

    ·       No segundo show eu me encontrava sem energias.

    ·       Voltei para o hotel com febre.

    ·       Fui medicada pela médica do próprio hotel. Como não posso tomar cortisona, foram prescritos medicamentos equivalentes. Mas acabei tomando cortisona.

    ·       Chamado um segundo médico, este receitou mais medicamentos.

    ·       Tinha dificuldade de respirar.

    ·       Mesmo me sentindo mal, cumpria meus compromissos de entrevistas.

    ·       Passei 120 horas sem dormir e sob o efeito de nove medicamentos.

    ·       Nunca tomei ácido!

    ·       Minha mente não me obedecia.

    ·       O diagnóstico era de um surto psicótico, não importando a causa, disse o médico.

    ·       Comecei a escrever.

    ·       Viciada em Internet, continuava a responder as mensagens.

    ·       Para um amigo, do Rio Grande do Sul, contei tudo, em um email, o que havia se passado.

    ·       E continuei a escrever.

    ·       A escrita me salvou, ocupando o meu presente, pois não conseguia vivê-lo. O pensamento era no passado.

    ·       Escrevia horas e horas, sem sentir desconforto, sono, fome, etc. Perdi a noção do tempo.

    ·       Em resumo, posso dizer que foi um erro médico.

    ·       As receitas foram emitidas em nomes de terceiros, não podendo os médicos ser responsabilizados.

    ·       Finalmente, encontrou-se a medicação correta.

     



    Escrito por José Wagner às 21h11
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    08 - Xico Sá: Jornalismo e Humor

    XICO SÁ

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 15 h - 20/06/2009

    Jornalista, escritor e precursor do movimento Mangue Beach

    Jornalismo e Humor

    ·       Sapo não pula por boniteza, mas por necessidade. Assim é o eclético, faz muita coisa, não pela capacidade em si, mas por necessidade de grana.

    ·       Ironia é a alma do escrito moderno.

    ·       “Modos de Macho & Modinhas de Fêmea, foi inspirado na minha coluna “Macho” da Folha de São Paulo.

    ·       O homem se fode calado, não se abre como o fazem as mulheres.

    ·       As cabras são a iniciação sexual no Nordeste.

    ·       Uso o humor para sair da merda.

    ·       Parada gay é uma manifestação de libertação de preconceitos, inclusive de vocabulários, como a palavra veado.

    ·       Discurso eterno da humanidade é: “Eu vou melhorar...”.

    ·       O moralismo vai sempre de encontro com a natureza humana.

    ·       Hoje se pratica o portunhol selvagem ... kkkkkk

    ·       Hoje, o cara se torna conhecedor de vinho pra comer mulher.

    ·       Há o homem jurubeba, o homem brucutu e também o homem buquê.

    ·       No Nordeste só há miséria material.

    ·       A emigração do Nordeste para São Paulo é incentivada pelas histórias contadas e pelas maravilhosas fotos do Sudeste.



    Escrito por José Wagner às 16h26
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    07 - Thalita Rebouças: Formação da Juventude

    THALITA REBOUÇAS

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14 h - 20/06/2009

    Escritora para o público juvenil

    Formação da Juventude

    ·       Pagar um mico em público não é problema algum, desde que seja por uma boa causa.

    ·       Brasileiro não pode ver fila que logo entra. A melhor maneira de vender um livro numa feira é conseguir formar uma fila. Se há fila é porque é bom, pensam.

    ·       Na infância as crianças gostam de livro.

    ·       Na adolescência há uma rejeição. É necessário que se identifiquem com a obra para aceitá-la.

    ·       Aprendi a lidar com perrengues e micos.... kkkkkk

    ·       A série “Fala Sério...” deu certo. Ao escrever o “Fala Sério Pai”, tive que mergulhar no comportamento masculino.

    ·       O humor quebra barreiras.

    ·       Noias! Cara, esse livro é muito doido.

    ·       Sei que pirateiam meus livros na Internet. Mas o adolescente gosta de ter objetos, senti-lo, acariciá-lo. Por isso vendo.

    ·       O personagem Malu é para o público feminino. Mas se tornou unisex.

    ·       O livro “Fala Sério Pai” já um livro menos rosinha, é uma mudança.

    ·       No livro “Fala Sério Mãe”, a mãe da Malu é loucona, um mico ambulante.... kkkkkk

    ·       Jornalista não pode usar adjetivos. Escritor até que pode.

    ·       Eu quero fazer os adolescentes pensarem.



    Escrito por José Wagner às 15h57
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    06 - Celso Antunes: Educação

    CELSO ANTUNES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 11 h - 20/06/2009

    Especialista em Inteligência e Cognição, com mais de 200 livros publicados

    Educação

    ·       No aprendizado o aluno precisa falar, criando e sendo envolvido.

    ·       A aula expositiva não é a única maneira de dar aulas! Há várias outras ferramentas.

    ·       O ensino deve ser encarado como as ferramentas. Há diferentes tipos para a conclusão de um trabalho.

    ·       O livro “Professores e Professauros” mostra os métodos ultrapassados de determinados professores. Causou grande polêmica no magistério.

    ·       O cotovelo é a parte mais sensível de um dinossauro, digo, de um professauro.

    ·       Num trabalho europeu, do qual participei, mostrou que há trinta e nove maneiras de se dar aulas; num extremo, encontra-se o aluno falando o tempo todo e, no outro, a expositiva.

    ·       Os alunos não são mais os mesmo do passado.

    ·       Mudaram-se os meios de comunicação e transporte e os alunos também.

    ·       Há professores que ainda pensam que passar conhecimento é simplesmente falar aquilo que está escrito.

    ·       O aprendizado tem que ter gosto, cheiro e sabor para despertar o interesse.

    ·       Um garoto joga o papel do picolé no lixo reciclável porque lhe disseram que precisa preservar o meio ambiente. Desconhece o significado da palavra preservar e muito menos o que seja meio ambiente, porque não souberam lhe passar os conceitos.

    ·       Não responder perguntas simplesmente, mas fazer com que o aluno descubra para poder se desenvolver. Ensinar a pescar sim, mas nunca entregar, de mão beijada, o peixe.

    ·       A avaliação não é simplesmente dar provas e corrigir, mas enfatizar o bom.

    ·       Devemos marcar nos trabalhos dos alunos o que é bom, como sublinhamos o que nos é importante em um livro.



    Escrito por José Wagner às 15h13
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    05 - Mousar Benedito: Histórias

    MOUZAR BENEDITO

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 10 h - 20/06/2009

    Geógrafo, escritor, jornalista “Versus”, “O Pasquim”, 20 livros publicados

    Histórias

    ·       Nos meus livros conto causos, até no romance.

    ·       Fiz geografia na USP, mas o que dá brilho ao meu currículo é ter sido preso pela Revolução....rsrs

    ·       Orgulho-me de ser membro da Sociedade dos Observadores do Saci, que luta pela preservação figura mais importante do folclore brasileiro.

    ·       O deboche atinge mais a ditadura do que um levante armado.

    ·       Posso parecer, mas não sou o Papai Noel, esse velhinho pedófilo que coloca, todo ano, as criancinhas no colo.

    ·       Gosto daquela frase do Barão de Itararé, que diz: “Havia o tempo que os animais falavam, agora escrevem”.

    ·       O Saci é índio, virou negro e foi adotado pelos brancos. É, portanto, a figura mais brasileira que existe.

    ·       A Sociedade dos Observadores do Saci já tem mais de mil membros. É uma militância de esquerda lutando contra o Halloween.

    ·       Acabou a Revolução Militar, mas seus homens continuaram: Sarney, ACM, Maluf, etc.

    ·       A esquerda só se une na cadeia.

    ·       Corrupção é velha. Quando Dom João VI, que fundou o Banco do Brasil, ao voltar para Portugal levou todo dinheiro deste banco.

    ·       Atualmente estudo mitologia brasileira. Apenas colaboro com duas revistas.

    ·       A Folha de São Paulo colaborou com a ditadura.

    ·       Hoje, é o individualismo o responsável pela geração da violência.



    Escrito por José Wagner às 12h45
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    04 - Milton Hatoum: Literatura

    MILTON HATOUM

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 19 h - 19/06/2009

    Amazonense, escritor com três Jabutis, colunista do jornal O Estado de São Paulo

    Literatura

    ·       Há críticas e resenhas literárias que são ressentidas.

    ·       O narrador tem que possuir linguagem de convencimento.

    ·       O cenário não importa.

    ·       O entrevistador não foca a obra, mas o escritor.

    ·       A literatura é para colocar questões, não para explicar.

    ·       “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, é um dos maiores romances da literatura brasileira.



    Escrito por José Wagner às 12h05
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    03 - Luiz Felipe Pondé: Pós-modernidade e a Relação Amorosa

    LUIZ FELIPE PONDÉ

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 17 h - 19/06/2009

    Filósofo, escritor, ensaísta, colunista da Folha de São Paulo

    Pós-modernidade e a Relação Amorosa

    ·    O imponderável Deus e o real Lacaniano.

    ·       Lacan falou sobre o imponderável.

    ·       As mulheres, na Idade Média: só o amor é maior que a morte. Eram queimadas, não eram bruxas, só para os inquisidores.

    ·       Há sempre dificuldades na relação homem e mulher.

    ·       O amor é uma questão de sobrevivência.

    ·       As mulheres dizem que os homens têm menos cultura subjetiva

    ·       Pós-modernidade: desconstrução de valores da religião, sociedade e política.

    ·       Discutir relacionamento pode ser comparado com o mercado de capitais, onde se está à procura de uma melhor ação, porque provavelmente não esteja satisfeito com a que se possui, no caso a companheira.

    ·       Uma maneira de enfeitar a vida é sorrindo.

    ·       O máximo de liberdade pode levar o indivíduo à solidão.

    ·       O homem ignora o conhecimento da mulher.

    ·       A psicologia evolucionista nos mostra que aos 20 anos se desconhece o que se passa consigo próprio. Aos 38-43 começa a conhecer-se.

    ·       O amor é um sintoma!

    ·       A mulher quer e deseja homens sensíveis, mas não muito.

    ·       Sexo livre é uma falta de amor.

    ·       Laura Kipnis polemiza o amor romântico.

    ·       Pós-moderno prefere ficar só, mas quer companhia quando quiser!

    ·       A mulher separada tem mais dificuldade em reconstruir um relacionamento.

    ·       Beber água mata a sede, mas é horrível quando se é obrigado a continuar, pensam os pós-modernistas.

    ·       O homem somente sai de um relacionamento por causa de outra mulher, que ele procurou porque estava insatisfeito.

    ·       Ninguém suporta mais o sofrimento, vai-se a procura do “toque”.

    ·       O narcisismo chegou até afetar o amor.

    ·       O sofrimento é condição inexorável da vida.

    ·       “Ame e faça o que quiser”, disse o filósofo Santo Agostinho.

    ·       Vivemos num mundo que se considera que tudo se pode comprar.

    ·       O livro “Silêncio e Contemplações”, Ed Paulus, é uma referência.



    Escrito por José Wagner às 12h02
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    02 - Rafael Cortez: Eu

    RAFAEL CORTEZ

    Feira do Livro de Ribeirão Preto – 14 h - 19/06/2009

    Ator, violinista clássico, jornalista do CQC

    Eu

    ·       Autor de três audiolivros de Machado de Assis: “O Alienista”, “Memória Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”.

    ·       Uma moderna maneira de divulgar clássicos da literatura, onde a voz do ator transporta o leitor para o universo do autor.

    ·       Nas reticências, entra a música interpretando o estado da alma do autor.

    ·       Na nossa infância as coisas são singelas, exceto para aquelas que conheceram o Michael Jackson.



    Escrito por José Wagner às 10h05
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    01 - Luiz Fernando Valadares Borges: Cora Corali

    LUIZ FERNANDO VALADORES BORGES

    Feira do Livro de Ribeirão Preto - 11 h 19/06/2009

    Especialista em Cora Coralina

    Cora Corali

    ·       Cora Coralina foi doutora honoris causa da Universidade Federal de Goiás.

    ·       No anuário de 1910 há um conta de Cora Colarina, “Tio João e Inácia”.

    ·       Ela fugiu mocinha de Goiás e só retornou com 56 anos.

    ·       Foi encontrado, em baixa da escada, um livro “Motivos de Aioló.

    ·       Havia um livro de Cora Coralina na José Olimpio Editora. Ficou lá muito tempo, até que alguém de Goiás financiou sua publicação.

    ·       Ela naceu, em 1889, na casa da ponte, filha de desembargador.

    ·       Antes de Carlos Drummond se referir a Cora Coralina, Oswaldo Marques já havia feito referências a ela no jornal O Estado de S. Paulo.

    ·       Sua apresentação no Teatro Municipal de São Paulo mostrou com era querida do povo.

    ·       Aos 5 anos foi para escola, onde teve muita dificuldade em aprender a ler.

    ·       No início a própria família não acreditava em seus escritos, chegando a atribuí-los a seu primo mais velho.

    ·       Frequentava o clube literário, onde lia Bilac, Almeida Garret e outros.

    ·       O jornal “A Rosa” foi o seu primeiro jornal, feito a mão.

    ·       Começou a escrever aos 14 anos.

    ·       Cora Corali é seu pseudônimo, poeticamente escolhido, tendo em vista as cores, para se distinguir das demais Aninhas da cidade.

    ·       Enamorou-se de Brêtas, chefe de polícia de sua cidade, casado em São Paulo, vinte e dois anos mais velho que ela.

    ·       Fugiu com o namorado para São Paulo, em 1911.

    ·       Morou em São Paulo, Jaboticabal, onde teve seis filhos, e posteriormente em um sítio em Andradina.

    ·       Dizia: “Toda mulher precisa de um marido, pior que ela seja.”

    ·       Colaborou com a revista “Informação Goiâna”, editada no Rio de Janeiro.

    ·       Com 67 anos, voltou para Goías. Comprou parte e demandou com outros pela posse da Casa Velha da Ponte, onde passa a fazer doces para seu sustento.

    ·       Em 1978, quebrou o fêmur, abandonando sua atividade de doceira.

    ·       Tendo estudado até o 3º ano primário, recebeu o prêmio Juca Pato.

    ·       Há alguns de seus poemas musicalizados pela dupla Silveira e Barrinha.



    Escrito por José Wagner às 23h51
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    9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto - Finalidade do Blog

    9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto - 18-28 Junho 2009

    MEUS OUVIDOS NA FEIRA DO LIVRO

    A finalidade deste Blog é propiciar, de uma maneira sucinta, as informações aos que não puderam comparecer às palestras da 9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. 

    De tempo integral dedicado à Feira do Livro, registrei, telegraficamente, aquilo que ecoou em meus ouvidos, durante as palestras, enquanto idéias ribombavam pelo ar na pluralidade democrática da expressão. Anotei o que minha mente humana captou. E tudo que é humano é susceptível de erro. Se mal interpretei um palestrante, não é culpa dele nem minha, mas do ruído da comunicação. Estarei aberto e pronto para corrigir algo que seja determinado por seu autor.



    Escrito por José Wagner às 23h27
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